Em abril do ano passado, a ex-presidente Dilma Rousseff começava a sua briga pessoal e política contra o impeachment, que meses mais tarde se concretizaria e a afastaria do poder. Naquele mês, a Câmara dos Deputados, a partir da figura do ex-deputado federal Eduardo Cunha, votou pelo afastamento da petista de seu cargo. O processo ainda precisava de um aval do Senado Federal, mas mesmo assim, o que se via no país era um clima de inconstância. Muitas manifestações aconteciam nas ruas e havia sim o temor de as coisas saírem dos controle.

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Nesta semana, um nome importante decidiu contar o que então era um segredo de uma das instituições mais relevantes do país, o #Exército brasileiro.

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Em entrevista ao site da Revista Veja, em reportagem publicada na versão impressa e com alguns detalhes na versão online, o General Eduardo Villas Bôas confirma uma informação que já era dada nos bastidores da imprensa. Ele e a instituição foram sondados para decretar o chamado 'Estado de Defesa'. Algo parecido aconteceu em 1964, quando o país vivia momentos turbulentos. Começava ali o período do Regime Militar, que acabaria apenas 20 anos depois. Esse trecho da história brasileira também ficou conhecido como 'Ditadura'.

De acordo com o General Eduardo Villas Bôas, apesar de receber a sondagem para colocar soldados nas ruas e assumir o controle das manifestações, ele rechaçou a ideia, tendo em vista todo o retrospecto negativo que isso já gerou ao país. Ele confirma que o pedido foi feito dias antes de que a saída da presidente Dilma acontecesse. A companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vivia o seu martírio e dizia que o processo contra ela era um "Golpe", mesma expressão também usada para o que aconteceu em 1964.

O Comandante do Exército se negou a revelar quem teria entrado em contato com ele e feito a tal sondagem.

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No entanto, ele diz que por conta desse contato não somente o Exército, mas também as outras entidades das Forças Armadas (Marinha e Aeronáutica) ficaram em alarme pela possibilidade de serem colocadas a agir em um momento tão difícil politicamente para o país e em que o governo de Dilma era questionado. Naquele período, quem estava interinamente no poder era Michel Temer, do PMDB.

O General conta que no parlamento há uma equipe do Exército que faz o contato com os deputados e senadores e que essas pessoas viam com "perigo" alguns discursos, vistos como "populistas". "Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa”, revelou ele para a surpresa de muitos. #Impeachment