A greve geral marcada para esta sexta-feira (28) promete entrar para a história, pois a cada dia tem ampliado os apoios, que ultrapassam o próprio movimento sindical, abarcando amplos setores jurídicos, religiosos, entre outros.

Conforme noticiado, o empenho da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem sensibilizado diversas arquidioceses da Igreja Católica, seus fiéis e familiares. Isto tem refletido sobre outras denominações cristãs, como as igrejas protestantes. Cresce a visão de que as reformas do governo federal levam à exclusão social.

Nesta quinta-feira (26), o diácono Dirceu da Silva, da Diocese de Apucarana, no Paraná, noticiou o posicionamento do arcebispo Dom Celso Antonio Marchiori em apoio às manifestações contra as reformas apresentadas pelo governo Temer.

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O diácono disse que Dom Celso Marchiori acompanha a manifestação favorável do episcopado brasileiro em apoio à paralisação pacíficas propostas pelas centrais sindicais e demais movimentos sociais. "Entende ser legítima a manifestação popular em defesa de direitos sociais e trabalhistas conquistados com muita luta ao longo de décadas, ressalta Dom Celso", explicou o diácono.

Dirceu disse que a população não tem sido ouvida e o Congresso Nacional não tem criado as condições para que isso ocorra. Assim, ele sublinhou que Dom Celso considera que o povo, nas ruas, criará o seu espaço para que sua voz seja ouvida.

Ressaltou, também, que "a Igreja do Brasil apoia a manifestação pacifica ordeira com respeito ao patrimônio público e às pessoas que pensam diferente, o que vai ao encontro com o pensamento dos organizadores das mesmas".

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Em vídeo divulgado no Facebook, Dom Celso sustenta: “Estamos unidos com a CNBB nessa causa justa contra reformas que tendem a penalizar a população e, principalmente, os mais pobres”.

As organizações Igrejas Evangélicas Históricas e Aliança Evangélica, que totalizam 11 igrejas, assinaram, em 31 de março, um manifesto contra as reformas do governo. Entre vários pontos destacados, elas consideram que a Previdência Social "cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros.” Destacaram, também, que é preciso haver uma "investigação profunda" sobre para onde estão indo os recursos do sistema previdenciário.

Como a população pode participar?

As lideranças sindicais têm orientado a população em diversos aspectos. Com gestos simples, porém importantes, as pessoas podem contribuir para o sucesso da #Greve.

Em áudio de uma entrevista de rádio divulgado nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o “Macapá”, por exemplo, garante que os trabalhadores vão cruzar os braços na General Motors, Embraer, setores químicos, Correios e Telégrafos, bancos, vigilantes, servidores públicos, petroleiros, comércio, construção civil, setor alimentação, trabalhadores rurais, professores estaduais poderão parar em 100%, vidreiros, servidores da Previdência Social, têxteis, indústria papeleira e frentistas.

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Macapá garantiu, ainda, que o transporte público não funcionará, inclusive fretamento, o que contribui como justificativa para as pessoas não irem ao trabalho e evitar uma punição por parte do patrão. Os piquetes também contribuirão para impedir o trânsito de veículos.

Segundo orientação das lideranças sindicais, disse Macapá, a população pode participar com atos simples e de importância, como não ir às farmácias, supermercados, restaurantes, padarias, não comprar móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, não ir a shoppings, não pagar nenhuma conta em bancos e casas lotéricas, não abastecer veículos, não ir às academias, escolas e faculdades em geral.

O ativista conclama a população para ajudar na paralisação. “Contribua para o sucesso da greve, pois é a sua aposentadoria e suas garantias trabalhistas que estão sendo cortadas nesse momento. É hora de mostrarmos a nossa força”.

Ele garante que não adiantará as pessoas saírem de casa em função das grandes manifestações de rua. Prevê que o país terá a maior greve geral da história e que influenciará para derrubar as reformas do governo Temer. #Reforma da Previdência #reforma trabalhista