O governador de São Paulo, Geraldo #Alckmin, por mais que aparenta ser sereno e sossegado, tem estado, ultimamente, um pouco impaciente. Com o avanço da popularidade do prefeito de São Paulo João #Doria e uma possível candidatura do senador Aécio Neves, o governador decidiu agir.

Primeiramente ele falou com Aécio e disse que esperaria até o final do ano para que fosse definido o candidato do #PSDB para à Presidência da República. Mas quem pensa que o governador está aguardando parado essa definição, se enganou. Ele já prepara um plano B. O tucano até já escolheu qual candidato que ele gostaria de enfrentar nas eleições. Para ele, o ex-presidente Lula tem uma rejeição muito grande e isso ajudaria para que ele pudesse vencer o petista.

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Porta de emergência

O governo paulista aproveitou toda essa incerteza de definições do partido e decidiu elaborar estratégias para que Alckmin, caso não seja candidato do PSDB, não fique "jogado à rua". Ele decidiu abrir espaços, em seu governo, para outros partidos e com isso ganhar apoio. O tucano distribuiu secretarias estaduais e várias outras gentilezas aos partidos.

Através disso, ele poderá ter a sua disposição uma coligação forte para os horários de propaganda eleitoral. Os partidos que foram contemplados com presentes do governador foi o PTB, PSB, PPS, PV, PHS e PMB.

Essa estratégia de Alckmin seria um recado ao tucanato. É como se ele dissesse que se for desprezado por eles, ele arrumaria as malas e já teria um outro lugar para ir com vários apoios.

O governador está atento com tudo que pode acontecer e sua serenidade pode virar do avesso e ele se tornar um rival do PSDB.

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Eleição de 2018

Os assessores e pessoas próximas do governador já esboçaram vários cenários para a eleição de 2018. De acordo com eles, o presidente Michel Temer poderia mudar de opinião e decidir se candidatar sendo um empecilho para Alckmin no PSDB. Isso porque, Aécio, atingido pela Operação Lava Jato, optaria em negociar com Temer um apoio do PSDB na chapa de vice.

Alckmin demonstra medo de uma possível parceria entre Aécio e Temer. Se isso acontecer, o senador daria um drible em todos, pois uma aliança com Temer o ajudaria a conseguir mais poderes.

Em relação a João Doria, as pessoas ligadas a Alckmin acreditam que o prefeito não vai conseguir formar alianças para um disputa presidencial, o que abriria espaço para o governador. Mesmo assim, Doria ainda é um perigo para ele.