A guerra entre os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) segue longe de um final feliz. O deputado do PSOL que recebeu uma advertência do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados de Brasília, por ofender e cuspir em Bolsonaro, não mostrou nenhum arrependimento por sua atitude imprópria, e chegou a afirmar que caso tivesse oportunidade cuspiria novamente no parlamentar.

Em 2016, enquanto a Câmara dos Deputados se reunia para analisar o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, a cena de Jean cuspindo em Jair Bolsonaro se tornou viral pelo mundo e logo o Conselho de Ética da Casa, abriu um inquérito contra o parlamentar do PSOL.

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O processo, que chegou ao fim no último dia 05, condenou a atitude através de uma espécie de “censura por escrito” designada ao deputado Wyllys.

O que chamou a atenção na verdade não foi nem a decisão do conselho, já que o ex-BBB pode recorrer da decisão, embora ele mesmo tenha dito que não pretende usar tal prerrogativa, alegando que, na verdade, ele vai levar a advertência recebida como uma espécie de troféu pessoal, pois sua atitude foi um ato de defesa aos insultos de Jair Bolsonaro. Jean Wyllys foi além ao dizer que embora tenha educação suficiente não hesitaria em repetir a atitude contra Bolsonaro.

Durante sua defesa, o parlamentar do PSOL disse que na verdade o processo contra ele não é pelo fato da cusparada em si, mas sim pelo fato de que ele seja homossexual assumido e defensor das causas LGBT na Câmara.

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Jean ainda aproveitou a oportunidade para chamar Bolsonaro de fascista, torturador e homofóbico.

Relembre o polêmico caso da cusparada

Logo após terminar seu discurso na sessão que gerou o impeachment de Dilma, Wyllys fora na direção de Bolsonaro e o desferiu uma cusparada de forma aparentemente gratuita. Quando perguntado mais tarde qual foi o motivo que o fez tomar tal atitude, Jean disse que se tratava de uma atitude espontânea, pois o parlamentar alvo era contra todos os homossexuais e que por diversas vezes havia sofrido as agressões gratuitas do deputado do PSC, seja por discordâncias políticas ou pelo simples fato de ser gay.

A apresentação contra o representante do PSOL foi toda movida pela Mesa Diretora da Câmara, que acolheu a sugestão do corregedor-geral, Carlos Manato, para que o inquérito fosse instaurado por ele, afim de entender que houve quebra de decoro parlamentar.

Veja o vídeo com o momento exato em que Jean Wyllys cospe na direção de Jair Bolsonaro:

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