O conteúdo de delações da empreiteira Odebrecht, em se tratando de mais de 77 acordos de colaboração premiada de ex-executivos, inclusive do herdeiro do grupo Marcelo Odebrecht e do patriarca Emílio Odebrecht, juntamente à Polícia Federal e Ministério Público Federal, aumentaram drasticamente o "clima" político, a partir de depoimentos que envolveram figuras dos grandes partidos do país.

Um dos políticos envolvidos nas citações de ex-funcionários da empreiteira, é o atual governador do estado de São Paulo, #Geraldo Alckmin, um dos principais nomes do PSDB, para a disputa da próxima eleição presidencial em 2018. O prefeito de São Paulo, João Doria, ao participar de um evento na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, comentou sobre a situação do governador paulista, que foi citado por três delatores da maior construtora do país, em afirmações fornecidas à Procuradoria-Geral da República.

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Constrangimento com delações

O prefeito da maior cidade do país, João Doria, comentou em tom de "desabafo", sobre o envolvimento de Geraldo Alckmin, seu padrinho político, nas delações da empreiteira #Odebrecht. Durante a participação do evento Lide, em Foz do Iguaçu, nesta sexta-feira (21), Doria foi contundente ao ser questionado sobre o governador paulista, que "alguém que tem a vida, construída com modéstia, como Alckmin, é evidente que fica constrangido com as atuais circunstâncias", disse, em alusão à citação de três delatores que envolveram o governador de São Paulo, nos escândalos de corrupção e distribuição de propinas da Odebrecht. O prefeito ainda foi mais longe ao descrever a reação do governador Geraldo Alckmin, afirmando que ele ficou "muito constrangido, muito constrangido", relatou.

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O caso que envolve Alckmin se refere à acusação de três delatores, que foram categóricos ao afirmar que o governador paulista, se utilizou do próprio cunhado para o recebimento da quantia de R$ 10,7 milhões, por meio de caixa dois da empreiteira Odebrecht, cujos valores foram provenientes do "departamento de propinas" da construtora, denominado como "Departamento de operações Estruturadas".

Os delatores que forneceram as acusações contra Alckmin, são Benedicto Júnior, Carlos Guedes e Arnaldo Cumplido. A partir dos relatos dos delatores, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, determinou que fossem abertos o sigilos e o envio das declarações dos delatores ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é o órgão responsável pelas investigações de governadores de estado. Geraldo Alckmin nega, de modo veemente, todas as acusações. #João Dória