O publicitário e marqueteiro João Santana e a esposa dele, Mônica Moura, citados na operação Lava Jato, prestaram depoimentos nessa segunda-feira (24) na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador. O objetivo do interrogatório era esclarecer dúvidas sobre a possível existência de caixa dois na campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer, em 2014.

Acompanhado dos advogados, o casal chegou ao TRE em um carro luxuoso que ficou no estacionamento para funcionários do Tribunal, para de evitar a imprensa. O marqueteiro da campanha presidencial do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, João Santana admitiu que a ex-presidente cassada #Dilma Rousseff sabia de todo o esquema de caixa dois em suas campanhas presidenciais.

Publicidade
Publicidade

Depoimentos

Mônica Moura foi a primeira a falar e ficou depondo por aproximadamente três horas. Sem pestanejar, ela afirmou que, pelas conversas que teve com a ex-presidente, era perceptível que Dilma tinha conhecimento dos valores que não eram declarados. Já a delação de João Santana durou cerca de duas horas. O publicitário foi enfático em dizer que Dilma sabia das transações, e que ainda teria sido perguntado pela mesma após ter vencido a eleição, se a conta utilizada por ele, não corria riscos de investigações.

O depoimento foi transmitido através de videoconferência para membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e contou ainda com a presença do ministro Herman Benjamin, que é relator do processo e veio a Salvador somente para acompanhar as delações. Os depoimentos que eram para estar em sigilo, já foram vazados, assim como acontece com as delações da Odebrecht, parte do depoimento se tornou público.

Publicidade

Condenação

Detido na 23ª fase da Operação #Lava Jato, em fevereiro deste ano, Santana resolveu aceitar a delação premiada e se tornou uma das testemunhas mais relevantes do processo aberto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve decidir pela cassação ou não da chapa de Michel Temer. Caso as oitivas sejam comprovadas, o TSE tornará Dilma Rousseff e Michel Temer inelegíveis, fatalmente Temer será afastado da Presidência da República.

Defesa

Segundo assessores da campanha da ex-presidente, nunca houve qualquer tipo de irregularidade na campanha presidencial, além de ressaltar que todas as contratações e processos foram todos registrados. A defesa do presidente Michel Temer informou que, em hipótese alguma, foram feitos pagamentos suspeitos na campanha do PMDB e que tudo foi declarado e pode ser comprovado. #Corrupção