Nesta última segunda-feira, 24 de abril, apresentaram-se na sede do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Salvador -BA, João Santana, marqueteiro da campanha de 2014 da ex presidente Dilma Rousseff, sua esposa e sócia, Mônica Moura, e André Luis Reis Santana, que trabalha para o casal. O trio foi prestar depoimento ao ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Herman Benjamim, relator da ação judicial que tem por objetivo a cassação da chapa Dilma-Temer.

Os três são acusados de abuso de poder econômico e político durante o processo de eleição presidencial no ano de 2014. João Santana e Mônica Moura foram depor acompanhados por três advogados e todo o processo se deu a portas fechadas, sem a participação da imprensa.

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Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral reabriram a temporada de recolhimento de provas referentes ao processo, sendo este um dos motivos da coleta dos novos depoimentos. Nicolao Dino, vice-procurador geral eleitoral, foi quem apresentou o pedido da oitiva de algumas testemunhas do caso.

Os advogados dos delatores alegam não poder informar à imprensa sobre o acordo de delação premiada. A colaboração premiada do casal expôs alguns detalhes referentes ao caixa 2 em campanhas nacionais e também realizadas no exterior entre os anos de 2008 e 2014, de acordo com alguns depoimentos feitos por ex-empresários da Odebrecht.

O casal, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, confessou ter se beneficiado com o caixa 2 da Odebrecht durante as campanhas presidenciais da ex-presidente Dilma Rousseff, nos anos de 2010 e 2014.

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Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, alegou ter recebido recursos do caixa 2 em todas as campanhas das quais ajudou a organizar. Em maio deste ano, os processos judiciais referentes à chapa eleitoral Dilma-Temer serão reavidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O cargo da ministra será ocupado pelo então ministro Tarcísio Vieira. Nicolao Dino, vice-procurador geral eleitoral, anunciou aos ministros, durante a realização do julgamento da ação referente à cassação da chapa da ex presidente Dilma, que o casal João Santana e Mônica Moura havia feito um acordo de colaboração premiada diante da Procuradoria Geral da República. Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), autenticou as delações premiadas do casal e do funcionário André Luis Reis Santana. #Brasil #Polícia Federal #Política