Na tarde desta sexta-feira (28/04), o juiz federal Sérgio Moro decretou que aproximadamente 20 objetos, entre eles, "adagas, artes sacras, e outros pertences que foram encontrados em posse do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, fossem confiscados em decorrência da Operação #Lava Jato, e determinou que sejam agregados, através da Secretaria de Administração da Presidência da República, ao Patrimônio da União.

Estes objetos são presentes recebidos pelo ex-presidente, de várias autoridades internacionais, e de alguns chefes de estados, na época em que estava no poder e ocupava a presidência da República.

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Entre os muitos artigos, destacam-se especialmente, medalhas, espadas, insígnias, arte sacra, canetas, etc. Todos encontravam-se em um cofre do Banco do Brasil.

Objetos analisados

Tudo foi analisado por membros da comissão do setor de Administração da Presidência, que afirmou que "artigos e objetos caros, obras de arte e outros bens ofertados pelo Presidente da República as autoridades de outros países ou até mesmo aos chefes de estado, são bens adquiridos com verbas públicas da União, no entanto, objetos que ele receba, em troca de favores, devem ser originados ao patrimônio federal da União".

Baseado no que foi pedido pela secretaria de Administração da Presidência da República, Moro disse que a solicitação é pertinente, mas, determinou que os presentes fossem designados ao acervo nacional.

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Disse ainda Sérgio Moro: "se os membros da comissão do setor de Administração da Presidência afirmam que todos os bens devam ser revertidos ao patrimônio da União, é isso que será feito, não cabe a mim, considerações adversas".

Objetos confiscados

Em um cofre, de uma agência do Banco do Brasil, na capital paulista, após retirar tudo do Palácio do Planalto, o ex-presidente guardou por cinco todo esse material, sem nenhum custo para deixar no local aproximadamente 23 caixas de papelão, que estavam acondicionadas em uma caixa grande de madeira.

Ainda se confirmou, que em todas as caixas de papelão, haviam inscrições com o nome de uma transportadora, talvez a responsável por fazer o carregamento de todo material.

A Polícia Federal ainda investiga indícios de que o traslado e o estoque de todos os bens do ex-presidente Lula ao deixar a Presidência da República, tenha sido pago por algumas das empreiteiras alvos de investigação da Lava Jato como forma de retribuir por transações bem sucedidas fechadas com a Petrobras. #Sergio Moro