O sócio da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, afirmou em uma audiência em Curitiba, ao juiz Sérgio Moro, que o ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, pediu para que ele destruísse documentos que pudessem comprovar que houve pagamento de propinas entre a OAS e o PT (Partido dos Trabalhadores).

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De acordo com Léo Pinheiro, o pedido feito por Lula ocorreu entre os meses de abril e maio de 2014, no Instituto Lula.

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O acontecimento ocorreu dois meses após ser iniciada a Operação #Lava Jato.

Lula estava irritado

De acordo com o empreiteiro, Lula estava muito irritado com os acontecimentos quando fez o pedido para as provas fossem apagadas. Entre as perguntas feitas por Lula, ele queria saber se os pagamentos de propinas eram feitos no Brasil ou no exterior. Léo Pinheiro teria dito que os pagamentos eram feitos somente no Brasil e ordenou de forma enérgica para que Léo Pinheiro apagasse todos os registros de transações financeiras feitas com o tesoureiro do PT, que na época era João Vaccari Neto.

"Você tem algum registro de algum encontro de contas, de alguma coisa feita com João Vaccari? Se tiver, destrua", teria dito Lula a Léo Pinheiro mostrando uma irritação fora do comum..

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Sobre o pedido de sumiço das provas feito por Lula, o empresário não esclareceu na audiência se cumpriu a ordem do petista, ou se guardou os documentos.

Triplex no Guarujá

O ex-dono da OAS afirmou que o apartamento Triplex no Guarujá, situado no Condomínio Solaris realmente pertencia a Lula. Segundo ele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi o intermediador no repasse do empreendimento a Lula que antes pertencia a cooperativa Bancoop.

"O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop”, afirmou Léo Pinheiro.

Ele disse ainda que esteve com Marisa Letícia e Fábio (filho de Lula) em agosto de 2014 e afirmou que teria fechado um compromisso de entregar o apartamento pronto até o final de 2014, pois a família queria passar as festas de fim de ano no tríplex.

“Como eu fui preso em novembro, então não sei como acabou isso", disse Léo Pinheiro no final de seu depoimento ao Ministério Público Federal.

Defesa de Lula

Em nota, os advogados de Lula disseram que as declarações do empresário são mentirosas. Eles disseram que a acusação de destruição de provas não passa de uma combinação entre os procuradores do ministério público e o empresário. #Sergio Moro