Poucos homens conhecem o interior do Partido dos Trabalhadores como José Dirceu, que serviu como primeiro chefe do Estado-Maior do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Preso desde agosto de 2015, ele agora diz que Lula e ex-presidente #Dilma Rousseff poderiam não estão preocupados em relação a irem para a prisão.

De acordo o jornal Folha de S.Paulo, Dirceu disse a aliados do PT que acha que o partido não está levando essa ameaça suficientemente a sério, mas tem uma opinião diferente. Especialmente agora com os últimos acordos de delação premiada assinados pelo publicitário de campanhas petistas João Santana e sua esposa Mônica Moura.

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Ambos foram responsáveis ​​pela campanha presidencial de Lula de 2006, bem como pelas propostas de 2010 e 2014 de Dilma. O casal concordou com um acordo com promotores federais, tendo testemunhado em tribunal na semana passada. O casal já foi condenado, em fevereiro, a 8 anos e 4 meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de receber US$ 4,5 milhões através de empresas offshores na Suíça.

As investigações revelaram que os publicitários receberam e lavaram o dinheiro através do maior esquema de corrupção da Petrobras. Em última análise, os milhões de dólares passaram pelo Partido dos Trabalhadores. Agora, os dois líderes do PT estão enfrentando acusações pesadas de fraude de campanha com provas claras. Em sua entrevista, Dirceu aconselhou o partido a organizar seus partidários para protestar contra as possíveis prisões de Lula e Dilma.

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Dilma preocupada

Até mesmo a ex-presidente Dilma Rousseff expressou suas preocupações sobre o encarceramento de Lula em uma palestra na “Conferência Brasil” promovida pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets, nos Estados Unidos. De fato, Lula ainda detém 38% dos votos previstos para as eleições de 2018 e representa uma séria ameaça para seus adversários. "Eu me preocupo muito que eles vão prender Lula e levá-lo para fora do jogo", disse Rousseff.

"Mas deixe-o concorrer para ver se ele não ganha", acrescentou Dilma Rousseff. Ela descreveu seu próprio impeachment como um golpe político conduzido pela influência pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha. O próprio Cunha está agora preso e foi condenado e um dos processos a 15 anos de prisão por corrupção. Veja a entrevista completa de Rousseff na “Conferência do Brasil” na Harvard & MIT logo abaixo.

A “Conferência do Brasil” ocorreu neste final de semana com mais de 100 jornalistas, políticos e artistas brasileiros proeminentes.

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Um dos oradores mais aguardados foi o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento da Operação Lava Jato em primeira instância.

Nos últimos anos, Moro tornou-se um herói da celebridade da anticorrupção. Em sua entrevista, Moro falou da prática corrupta de caixa 2, ou a prática de lavagem de dinheiro através de fundos não declarados.

Esse desvio de fundos constitui um crime federal. No entanto, é uma prática comum entre as empresas que declaram montantes menores de lucro e lavam o resto através de offshores ou contas separadas. Segundo Moro, lavagem de dinheiro é um crime contra a democracia. Veja a entrevista de Moro logo abaixo:

#Sergio Moro