A proximidade do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava-Jato, já desencadeia grande preocupação ao petista, que busca com o arrolamento de quase uma centena de testemunhas, tentar procrastinar os processos que o envolvem. A defesa de #Lula decidiu solicitar ao juiz Sérgio Moro, a inclusão de 87 testemunhas para a defesa do ex-presidente, em se tratando de uma ação penal que envolve a ocorrência de uma possível propina referente à uma quantia de aproximadamente R$ 75 milhões adquirida por meio de pagamento feito pela empreiteira Odebrecht, através de oito contratos fraudulentos da Petrobras.

Publicidade
Publicidade

Juiz Sérgio Moro deixa 'ordem expressa'

A ação penal que envolve o ex-presidente Lula correspondente a oito contratos da Construtora Odebrecht, junto à Petrobras, já acarreta acusações de crimes cometidos pelo petista que se referem a ocorrência de crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção passiva. Moro aceitou o argumento da defesa de Lula que pede que sejam ouvidas, cerca de oitenta e sete testemunhas de defesa do acusado. Entretanto, o juiz delimitou que o réu também tenha que estar presencialmente durante as oitivas.

Segundo a decisão preferida pelo juiz paranaense, "em decorrência de ter que ouvir oitenta e sete testemunhas do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, além de outras testemunhas arroladas por outros acusados, fica, no entanto, de forma consignada, que o réu (Lula), esteja presente durante as oitivas em que serão ouvidas as testemunhas que fazem parte, conforme arrolamento da sua própria Defesa, em seu processo. Desse modo, fica observância de que seja prevenida a insistência de se ouvir testemunhas que sejam impertinentes, irrelevantes ou até mesmo, que tenham que ser substituídas, sem prejuízo pelas evidências emprestadas", ressaltou o magistrado, conforme sua determinação, nesta segunda-feira (17).

Publicidade

Na lista de depoimentos arrolados pela defesa de Lula, como testemunhas, estão; o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o ministro da Fazenda, o empresário Jorge Gerdau, um ministro do Tribunal de Contas da União, além de quatro congressistas, sendo dois senadores e dois deputados federais. Os advogados de Lula questionaram a determinação do juiz Sérgio Moro, afirmando que o juiz estaria "configurando mais uma arbitrariedade contra o ex-presidente, transformando o direito do acusado (Lula), em uma espécie de obrigação", segundo os defensores. #Lava Jato