O ex-executivo Carlos Armando Guedes Paschoal, da empreiteira #Odebrecht fez revelações importantes, conforme divulgação de seus relatos em depoimento junto à Justiça, em se tratando de seu acordo de colaboração premiada. O delator relatou um fato "curioso", em relação ao descontentamento demonstrado pelo esposo da senadora da República, Marta Suplicy. Guedes afirmou que o esposo da senadora, Márcio Toledo, não ficou satisfeito, de maneira alguma, com o valor destinada à campanha da senadora, durante o ano de 2010, em que ela concorria a uma vaga no Senado Federal num período em que ela disputava a eleição pelo PT de São Paulo.

Vale ressaltar que o valor era fruto de caixa dois, proveniente da empreiteira Odebrecht.

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Ainda segundo Carlos Armando Guedes Paschoal, o pagamento da quantia de aproximadamente R$ 500 mil teria sido concretizado por meio do Departamento de Operações Estruturadas da empreiteira que, segundo os investigadores, se refere ao setor de distribuição de propinas da Odebrecht. O depoimento "bombástico" de Guedes, contribuiu ainda mas para o aprofundamento das investigações no âmbito da Operação Lava-Jato. A Lava-Jato é maior operação de combate à #Corrupção de que se têm notícia na história do país e é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Insatisfação 'o tempo todo'

Ainda de acordo com o delator do esquema, Carlos Armando, o marido da senadora Marta Suplicy, teria ficado "reclamando o tempo todo", durante a campanha dela ao Senado.

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Carlos Armando foi contundente: "Ele (Márcio Toledo) me chamou para conversar e disse pessoalmente, manifestando muito descontentamento, que era uma grande falta de consideração, já que Marta tinha sido prefeita de São Paulo e que era uma pessoa muito importante", revelou o delator. Ao ser questionado sobre os motivos que levaram ao marido de Marta, Márcio Toledo, em reclamar insistentemente do valor de R$ 500 mil do setor de propinas da Odebrecht e ainda enfatizar muito a experiência dela como prefeita, o delator "teve a impressão de que o marido queria dar um sentido de empoderamento a ela, ou seja, engrandecer a figura de Marta como prefeita", relatou Carlos Armando.

O ex-executivo revelou ainda que só tratava sobre as doações diretamente com o esposo de Marta e que acreditava que isso "seria uma forma de blindá-la", disse. Através de uma nota, a senadora Marta Suplicy, hoje no PMDB, afirmou que "os fatos mencionados na delação premiada do ex-executivo Carlos armando, são totalmente falsos e ressaltou que sua conduta sempre foi baseada em princípios éticos que marcam toda sua vida pública", informou sua assessoria. #Congresso Nacional