O clima entre o presidente da República, #Michel Temer e o senador alagoano líder do PMDB no Congresso Nacional, #Renan Calheiros, dá mostras de que piora a cada dia. O senador vem ocasionando uma série de críticas ao presidente, principalmente, em relação às medidas adotadas pelo #Governo federal, no sentido que possa amenizar a grave crise econômica herdada do governo da ex-presidente Dilma Rousseff e que ainda assola profundamente o país. Renan Calheiros tem postado vídeos nas redes sociais com "ataques" reiterados ao presidente da República. O principal motivo dessas críticas se deve às reformas a serem implementadas pelo governo, especialmente, a reforma da Previdência Social e o projeto de Terceirização, que já foi sancionado sem ressalvas por Temer.

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Plano do presidente

O rompimento entre o presidente Michel Temer e o senador Renan Calheiros, foi responsável por aumentar ainda mais as desavenças entre ambos, já que o político alagoano passou a direcionar críticas ao governo, unido à oposição petista. O ápice da crise entre Temer e Renan, foi o jantar promovido na residência da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), nesta terça-feira (04). O evento serviu para que Renan expressasse todo o seu descontentamento com o governo. Poucos senadores do partido foram ao jantar, considerando-se assim, que Renan não possui apoio da ala majoritária da bancada do PMDB no Senado Federal.Para que possa enfrentar o risco de uma possível crise política, a partir das articulações de Renan Calheiros, o presidente já possui uma estratégia, um plano que possa inviabilizar as ações do senador alagoano.

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O plano consiste em negociar cargos e matérias de interesse do governo, diretamente com os senadores, sem que tenha que passar por Renan Calheiros. que hoje ainda detém o cargo de líder do partido no Senado. A estrategia também se refere à negociações no "varejo". O Palácio do Planalto considera que entre os senadores da sigla, os únicos que não são passíveis de qualquer tipo de acordo, são Kátia Abreu (PMDB-TO) e Roberto Requião (PMDB-PR), que possuíam mais afinidade ideológica e simpatia com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Já em relação a alguns senadores que estão apoiando as críticas de Renan, tudo pode diminuir, a partir do momento em que a Operação Lava-Jato, com o desdobramento das investigações, alcançá-lo, já que ele possui doze inquéritos abertos, o que, segundo o governo, "enfraquecerá" o senador, assim conforme o que aconteceu com o ex-deputado Eduardo Cunha.