O ministro da Educação do governo de Michel Temer, Mendonça Filho (DEM-PE), foi recepcionado por parte da população em um aeroporto nesta segunda-feira (3) a base de muitas vais e gritos, o principal deles: "golpista". É possível ver o tamanho da agressividade nos gritos e a insatisfação contra o ministro. Apesar de alguns seguranças tentarem retirar Mendonça do meio da confusão, ele ficou em frente aos manifestantes encarando os gritos e rebatendo algumas acusações.

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Em certo momento, quando já era levado por alguns "seguranças", Mendonça argumenta com um deles e tira o celular do bolso, em um sinal como se fosse voltar para gravar o rosto dos manifestantes contrários a ele. Também é possível ouvir ao fundo os gritos de "vai ter luta".

Bem diferente da recepção a Mendonça Filho, em meio aos gritos de golpistas e dedos em riste contra o ministro, é possível ouvir os gritos de "Silvão". Isso porque, naquele instante, desembarcava o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE). O parlamentar é abraçado por parte dos manifestantes e sorri, enquanto os gritos de "Silvão" o saúdam. Silvio Costa foi um dos maiores aliados de Dilma Rousseff e defensor ferrenho da ex-presidente enquanto tramitava o impeachment na Câmara dos Deputados.

Polêmicas do ministro

Mendonça Filho foi o ministro responsável por acabar com o programa do governo Dilma, Ciências sem Fronteira, que arcava com o intercâmbio de estudantes universitários brasileiros para estudar em outros países.

As polêmicas de Mendonça não são apenas por cortar benefícios de estudantes. Ele também, como ministro da Educação do país, não parece dominar muito bem a língua portuguesa. Em uma entrevista, ao ser questionado sobre as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), respondeu: "Haverão (sic) mudanças". Para um bom conhecedor da língua portuguesa, o que deveria ser obrigação do ministro da Educação, o verbo “haver” no sentido de “existir”, “fazer”, “ocorrer”, “acontecer” sempre será impessoal, ou seja, não terá sujeito e ficará sempre no singular.

Outra polêmica foi o valor investido pago à youtubers para fazerem vídeos elogiando a reforma do Ensino Médio. O MEC desembolsou R$ 300 mil nessa campanha, sem que os youtubers deixassem claro em seus vídeos que era uma propaganda.

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