Um dos mais jovens ministros da mais alta Corte brasileira, Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) deu declarações contundentes nesta sexta-feira (31). O ministro discursou em uma palestra realizada em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tema em discernimento e desenvolvido na palestra era : "Diálogo entre Cortes: fortalecimento da proteção dos direitos humanos". Durante a sua apresentação e discurso para o público presente no evento, o ministro Barroso discorreu sobre vários temas relacionados à #Corrupção que, infelizmente, permeia a realidade contemporânea brasileira.

O ministro retratou sobre os graves escândalos de corrupção no país e afirmou que "há uma impressionante quantidade de coisas erradas que estão acontecendo no Brasil".

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Barroso ressaltou ainda que a "corrupção é um mal em si". O magistrado disse ainda que a prática criminosa de corrupção está presente em todas as esferas de poder no país: "É, na verdade, uma prática institucionalizada, que vai do plano federal, passando pelo plano estadual, até chegar no plano municipal", concluiu o ministro. Ele mencionou empresas estatais que são, ou que, geralmente, podem ser alvos de corrupção, discernindo que "pode ser na Petrobras, na Caixa Econômica Federal, nos fundos de pensão, no BNDES, seja no Tribunal de Contas do estado A, B ou C, em que se verifica que tudo está contaminado, de modo que sempre há o vício de se levar alguma vantagem indevida, pra acabar deixando de se fazer, o que tem que ser feito", desabafou.

Forte apoio às delações premiadas

Ainda durante seu discurso, o ministro Luís Roberto Barroso criticou durante o chamado "caixa dois" de campanha.

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O ministro disse que, embora, sejam diferentes, "tanto o caixa dois, quanto a corrupção, são todos crimes, pois acabam desviando dinheiro público da real finalidade para onde os recursos públicos deveriam ir", sentenciou o magistrado. Já em relação aos acordos de delação premiada, Barroso defendeu, de modo contundente esses processos, já que foram capazes de desbaratar organizações criminosas inseridas no poder público, em alusão aos acordos de colaboração feitos através da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e comandadas em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro.

O ministro Barroso revelou ainda que "é impossível não sentir vergonha pelo que está ocorrendo no Brasil e não se deve perder a chance de fazer com que o futuro seja diferente, que possibilite a todos se encontrar num caminho que nos honre num grande projeto de País e de nação", declarou. #STF #Lava Jato