Os advogados do ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, solicitaram ao juiz Sérgio Moro que o depoimento de sei cliente fosse feito por videoconferência, no dia 24 de maio. Costa disse que está vivendo apuros financeiros e não tem como pagar a passagem para ir até Curitiba. A intenção dos advogados é que o juiz entenda a situação dele.

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Sérgio #Moro publicou um despacho, nesta quarta-feira (12), negando o pedido da defesa de Costa. De acordo com o magistrado, os rendimentos referentes à aposentadoria do ex-diretor da Petrobrás podem tranquilamente pagar as despesas da viagem. Moro entendeu que a situação dele é compreensível e sabe que a família dele pode esta passando por dificuldades, mas quem causou tudo isso foi o próprio delator.

O advogado de Paulo Roberto Costa, João Mestieri, disse que a passagem do Rio de Janeiro para Curitiba estava um pouco alta e suas contas bancárias do seu cliente continuavam todas bloqueadas.

Igualdade

O ex-diretor da #Petrobras será ouvido como testemunha de acusação, na ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e mais cinco são investigados por um suposto esquema de compra de um terreno para o Instituto Lula e de um imóvel, na cidade de São Bernardo do Campo.

Outro delator que também havia pedido para o juiz deixar que seu depoimento fosse por videoconferência foi Augusto Ribeiro de Mendonça Neto.

O juiz paranaense deixou bem claro que trabalha com os direitos iguais para todos. Se ele liberasse um deles para dar depoimento por videoconferência, os outros também tinham que ter essa oportunidade. Em razão de não existir disponibilidade da agenda de audiências, Moro negou o pedido para ambos os delatores.

Parentes de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enviou ao juiz Sérgio Moro as citações feitas pelos delatores da Odebrecht que envolvem o ex-presidente Lula, seu filho Luis Cláudio e a presidente afastada Dilma Rousseff.

Segundo os delatores Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração da empresa e Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais, Lula prometeu que a relação entre Dilma e a Odebrecht ficaria bem, mas para isso pediu que a empresa apoiasse a Touchdown, que seria uma liga de futebol americano no Brasil, empresa do filho do petista.

Já está sendo feita uma investigação, no Paraná, sobre isso. #Corrupção