O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação #Lava Jato na primeira instância, já marcou a data para interrogatório do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo. Será dia 27 de abril, em Curitiba, e na presença física de Moro, que já informou a defesa deles que devido à complexidade dos crimes dos quais ambos estão sendo acusados, fica inviável realizar o interrogatório por videoconferência.

Sérgio Cabral foi preso em 17 de novembro de 2016, durante a operação Calicute, um dos braços da operação Lava Jato, no estado do Rio de Janeiro, e se encontra detido em Bangu 8.

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Porém, Adriana Ancelmo se encontra em prisão domiciliar, em seu apartamento no Leblon.

Moro determinou por despacho que a Polícia Federal, apresente os réus em Curitiba na hora e data marcada, para serem submetidos ao seu interrogatório na sede da Justiça Federal. Solicitando também que o juiz federal responsável pelas ações da Lava Jato, no Rio de Janeiro, seja comunicado das datas dos interrogatórios para que não marque nada para os réus nessa data.

Os outros réus na ação, Wilson Carlos, Mônica Carvalho, e Carlos Emanuel Miranda, também serão interrogados por Moro na mesma data, mas em audiências distintas das que estão marcadas para #Sergio Cabral e Adriana Ancelmo. Todos acusados de fazerem parte do esquema de corrupção, pagamento de propina e lavagem de dinheiro, durante os dois governos de Cabral, no estado do Rio de Janeiro.

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Sérgio Cabral pode pegar até 50 anos de cadeia, caso seja condenado à pena máxima por todos os crimes aos quais está sendo acusado pela Justiça Federal, porém, essa estimativa está atrelada ao fato de seus advogados conseguirem negociar um acordo de delação do ex-governador do Rio de Janeiro, com o Ministério Público Federal (MPF).

Se caso não conseguirem o acordo de colaboração premiada, a pena de Cabral pode ultrapassar e muito os 50 anos de detenção. Já referente a Adriana Ancelmo não tem perspectiva de se conseguir realizar uma colaboração premiada. #Sergio Moro