O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai mais prestar depoimento a Sérgio Moro, em Curitiba, no dia 3 de maio, como estava previsto. A pedido da Polícia Federal, o juiz remarcou o depoimento para o dia 10.

A presença de #Lula cara a cara com Moro é um dos momentos mais aguardados no Brasil. O ex-presidente é réu em três processos da Operação Lava Jato, cujos julgamentos em primeira instância estão nas mãos do juiz federal.

Lula será ouvido no processo relacionado ao tríplex do Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. O ex-presidente é acusado de ter recebido vantagens ilegais da OAS.

Segundo Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar On-Line, da Veja, o adiamento do depoimento de Lula deixa os petistas apreensivos.

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De acordo com o jornalista, aliados do ex-presidente tratam sua prisão como uma questão de tempo.

Justificativas

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Polícia Federal pediu a mudança da data do depoimento para poder organizar melhor o esquema de segurança na capital do Paraná. Segundo a PF, o feriado do Dia do Trabalho, em 1º de maio, dificultaria ainda mais a organização.

Movimentos ligados ao Partido dos Trabalhadores pretendiam organizar mobilizações para dar suporte ao ex-presidente da República. O medo de alguns, como o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, é de que Lula seja preso na capital paranaense.

Segundo Pimenta, em vídeo divulgado no canal do PCO no Youtube, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) planejava mudar as comemorações do 1º de maio para Curitiba.

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Nas redes sociais, milhares de internautas comentaram sobre a mudança da data do depoimento do ex-presidente Lula.

Eleições 2018

O ex-presidente é pré-candidato à Presidência da República nas eleições do ano que vem. Lula só não poderá concorrer se for condenado em segunda instância, tornando-se assim “ficha suja”.

Para que isso aconteça e o ex-presidente fique inelegível é necessário que ele seja condenado por Sérgio Moro, em um dos três casos da Operação Lava Jato, ou nos outros dois casos em que é reu, e a decisão seja ratificada em segunda instância.

Se Lula for mesmo preso e ficar inelegível, pode ser que Ciro Gomes (PDT) seja alçado ao posto de candidato da esquerda brasileira nas eleições presidenciais do ano que vem.

O ex-presidente aparece na liderança de todas as pesquisas de intenção de votos realizadas até o momento. Outros destaques são Jair Bolsonaro (PSC) e João Doria (PSDB). #Eleições 2018 #Lula preso