Após sair a lista do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, os petistas começaram a se preocupar. A cúpula do partido teme que o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do #PT, João Vaccari Neto, negociem uma colaboração com a Justiça, a famosa delação premiada. Se isso acontecer, os dois grandes prejudicados podem ser o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente cassada Dilma Rousseff.

Vaccari e Palocci estão presos e são duas pessoas que conhecem muito bem o que acontecia dentro do partido. Eles podem contar tudo que sabem e confirmar aquilo que os delatores da Odebrecht já falaram para a Justiça.

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A ordem no PT é que os dois sejam tranquilizados para que entendam que não há necessidade de delatar nada, principalmente agora que Lula terá encontro com o juiz federal Sérgio Moro. Os petistas falaram para os presos que está sendo trabalhado um tipo de "acordão" com o Congresso para descriminalizar o caixa 2. Um dirigente petista foi visitar os dois na cadeia e revelou que tudo estava sob-controle e que eles não precisam se preocupar com delação agora. Será?

Monitoramento

Vaccari e Palocci estão sendo monitorados e vigiados pelos petistas. As visitas acontecem sempre e as informações dos dois são repassadas, depois, para o partido. O argumento utilizado pela cúpula do partido é que Vaccari foi um "operador de caixa 2" e se a tipificação do caixa 2 for aprovada pelo Congresso, Vaccari teria como se livrar das grades.

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Um líder petista disse que não é que ele vá sair da cadeia, mas ajudaria bastante para que sua punição se torne mais leve.

Parlamentares do PT e alvos da Operação Lava Jato se "agarram" no Congresso para conseguirem sobreviver às investigações. Eles querem anistiar o caixa 2. Para os investigadores da força-tarefa, a intenção deles é anistiar os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Familiares

Os familiares de Palocci e do ex-tesoureiro do PT discordam do partido e querem que eles façam urgente delação. Os amigos e familiares aconselham os dois a fazerem delação antes que seja tarde. Um amigo de Palocci deixou claro que se ele não falar, colaborar com as autoridades, dificilmente ele sairá da prisão.

Um aliado do ex-ministro também afirmou que Palocci tem um pouco de dificuldade para falar sobre suas relações políticas, mas os investigadores só aceitariam sua delação se ele trouxesse a confirmação dos relatos dos delatores da Odebrecht.