O ex-ministro dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Antônio Palocci, já deu início às primeiras reuniões, as primeiras tratativas para que seja implementado um mega acordo de colaboração premiada, juntamente à força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A Lava-Jato desencadeou a maior operação de combate à corrupção de que se têm notícia na história do país e é responsável pelas investigações que apuram desvios bilionários de recursos públicos, provenientes dos cofres da maior estatal brasileira; a Petrobras.

A Lava-Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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O ex-ministro petista que já deu início às negociações no âmbito da Lava-Jato, encontra-se preso nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba.

Negociação engatilhada

O ex-ministro Palocci, preso em Curitiba desde o mês de setembro de 2016, por meio de prisão preventiva, por acusação de crimes relacionados à corrupção e delatado por vários ex-executivos da empreiteira Odebrecht, teve uma reunião há aproximadamente duas semanas, com a força-tarefa da Operação Lava-Jato, De acordo com pessoas ligadas ao ex-ministro petista, Palocci teria o intuito de abordar em seu acordo de delação premiada, se vier a ser concretizado, sobre a corrupção de empresas com referência ao sistema financeiro. O propósito apresentado pelos defensores do ex-ministro, se trata ainda do relacionamento com bancos, além de conglomerados que integram grupos de empreiteiras que possam estar envolvidos em meio à corrupção.

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Entretanto, o que eleva ainda mais preocupação no entorno do ex-presidente #Lula e também no #PT, é que o "potencial explosivo" de uma suposta delação de Palocci pode trazer à tona, fatos ligados ao ex-presidente, já que há interesses econômicos envolvidos entre os dois. Além disso, há uma grande probabilidade de que sejam abordados temas relacionados às campanhas eleitorais do PT. Vale ressaltar que presente na reunião com Palocci, estava o delegado federal, Felipe Pace, responsável pela condução das investigações que acarretaram a prisão do ex-ministro. Alguns fatores podem ter proporcionado à guinada de Palocci em prol das negociações, como por exemplo, sua liberdade provisória que fora negada pelo ministro relator da Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin e ainda, a negociação de seu ex-assessor, Branislav Kontic, junto à força-tarefa de investigação. O ex-assessor deixou a prisão, após dois meses, segundo decisão da Justiça. Porém, Palocci, encontra-se preso, réu, pela prática de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. #Lava Jato