Segundo a delação de Carlos Armando Pashoal, ex-executivo da empresa Odebrecht, políticos realizaram várias campanhas através de #Caixa 2. A propina era feita de acordo com a importância política e cargos de cada beneficiário, um tipo de plano de carreira, onde quem tem mais personalidade política ganha mais.

Tabela

No plano de carreira da propina, os políticos recebiam na seguinte ordem:

Deputados estaduais, de $50 mil a $100 mil.

Deputados Federais, de $150 mil a $200 mil.

Senadores, $500 mil.

Ministros, até $4 milhões de reais.

O ex-executivo da construtora fez a maior parte das denúncias em delações contra políticos paulistanos ao Ministério Publico Federal.

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Carlos Armando Pashoal relata com as seguintes palavras: "Os cargos em casas legislativas, caso fossem deputado estadual ou federal, a gente tinha uma autonomia razoável dentro de determinados valores. Era como se houvesse uma tabela em função da hierarquia. Um deputado federal podia contribuir naquela época com até R$ 200 mil. Deputado Estadual, até R$ 100 mil, R$ 50", afirma Paschoal.

Ainda deu continuidade com o seguinte: "É tabela sim, e com uma certa lógica, eu acho. Porque obviamente uma campanha de deputado federal precisa de muito mais votos. Demanda braços maiores... E deputado estadual, braços menores", confirmou o delator.

Várias quantias foram repassadas, um tipo de referência inicial, alguns receberam mais por conta de continuidades do apoio à empreiteira, outros pelo fato de que influenciavam diretamente nas licitações, onde a #Odebrecht conseguia vantagem ilegal.

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O famoso Caixa 2, é uma forma de delito de falsidade ideológica (prestação de declaração falsa). No campo eleitoral está previsto no Artigo 350 do Código Eleitoral, com pena de 5 anos de prisão, se o documento é público.

Segundo os delatores, todos os pedidos de pessoas consideradas influentes eram realizados.

Defesas

Segundo informações da TV Globo, a senadora Marta Suplicy, citada na reportagem, negou todas as acusações feitas contra ela, informando que toda sua conduta baseia-se em princípios éticos e morais.

O Deputado Rodrigo Garcia afirmou quem, em 2010, todas as verbas usadas em suas campanhas foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

As propinas chegaram a atingir até mesmo projeto de submarino nuclear brasileiro. Nas delações, a empresa francesa DCNS chegou a procurar a Odebrecht a fim de formar uma parceria. #Delação premiada