O patriarca da maior empreiteira do país, Emílio #Odebrecht, responsável pelo grupo Odebrecht, afirmou em seu conteúdo divulgado do processo de colaboração premiada, mais evidências que corroboram com a tese da Justiça, a respeito do envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos escândalos de corrupção da Petrobras. O ex-presidente da República já responde como réu a cinco processos na Justiça, sendo que dois deles, encontram-se no âmbito da Operação Lava-Jato. A Lava-Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia na história do país e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Emílio Odebrecht foi contundente em afirmar no seu depoimento de delação premiada, que "#Lula ainda tinha influência no PT e que a empreiteira botou R$ 40 milhões que serviriam para atender as demandas do ex-presidente da República", assegurou o patriarca da construtora. Entretanto o empresário foi ainda mais claro ao afirmar que embora Lula não tivesse solicitado diretamente essa quantia, "tudo foi combinado com Antônio Palocci", ressaltou Emílio.

'Surpresa' de Marisa Letícia

Em seu depoimento, após o acordo de delação premiada, Emílio Odebrecht mencionou sobre uma suposta "surpresa" que a ex-primeira-dama Marisa Letícia, já falecida, tinha como objetivo oferecer a Lula. Segundo Emílio, a reforma do sítio de Atibaia, cujo valor desembolsado pela empreiteira excedeu os R$ 700 mil , seria uma surpresa, de acordo com Marisa, para que fosse celebrado o término do segundo mandato presidencial de Lula.

A própria ex-primeira-dama, Marisa Letícia, fez um pedido pessoalmente ao empresário e ex-funcionário da Odebrecht, Alexandrino de Alencar, durante um aniversário do ex-presidente Lula, comemorado em Brasília. Emílio Odebrecht descreve, de modo detalhado, aquele momento: "A mulher do Lula disse que havia um problema, porque ela queria fazer uma surpresa.. Ela pediu ao Alexandrino que pudesse ajudá-la, já que ela não conseguia terminar as obras que lá estavam no sítio de Atibaia, já que ela disse que não confiava em quem estava lá e ela queria, na verdade, dar essa surpresa, quando o Lula terminasse o seu segundo mandato de presidente", relatou Emílio. Algum tempo depois, Emílio Odebrecht esteve no Palácio do Planalto e disse ao então presidente Lula que "ele teria uma surpresa e iria ser garantido o prazo do programa a ser concretizado, em se tratando da reforma do sítio", declarou o empreiteiro. De acordo com o empreiteiro, Lula não demonstrou nenhuma reação, pois "ele já sabia de tudo", afirmou Emílio. #Lava Jato