Patrícia Lélis, uma jornalista de 23 anos, ex-militante do Partido Social cristão de São Paulo, se tornou ré em um processo realizado pelo Ministério Público (MP). No processo, a jovem é acusada de mentir e extorquir o assessor do deputado federal Marcos Feliciano (PSC-SP).

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia realizada pelo Ministério Público. A jornalista está sendo acusada de extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, 65 anos, assessor político. Patrícia deverá se apresentar em maio para ser interrogada.

O caso teve início em 2016 quando um blog divulgou a notícia de que Patrícia teria sofrido uma tentativa de estupro pelo deputado federal Marcos Feliciano.

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Segundo o blog, o caso teria ocorrido no próprio apartamento funcional do deputado, em Brasília. Ao mesmo tempo que a notícia foi publicada, a jovem publicou alguns vídeos a qual aparece desmentindo a acusação feita pelo blog. Assim, o caso foi parar na delegacia onde ela teria confirmado a versão da tentativa de estupro e que estaria sendo mantida em cárcere privado.

No entanto, a parte da versão que ela afirma que tinha sido sequestrada, mantida em cárcere privado e obrigada a fazer os vídeos teve contradições. Por causa dessas acusações, o assessor de Marcos Feliciano chegou a ser preso. Mas um vídeo, da câmera do lobby de um hotel na capital paulista, onde a jovem estava hospedada, mostra Patrícia e Bauer conversando e se abraçando como se fosse “amigos”.

De acordo com a 1ª Promotoria Criminal, a jovem faltou com a verdade à Polícia Civil ao dizer que tinha sido sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor de Feliciano.

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O Ministério Público também acusou Patrícia de cobrar dinheiro à Bauer para gravar os vídeos – para inocentar Feliciano da acuação de tentativa de #Assédio Sexual. Bauer confirmou na delegacia ter pago R$ 20 mil e que isso “era parte de um acordo amigável”.

Suposta tentativa de assédio sexual

Patrícia acusou o deputado federal Marcos Feliciano de tentativa de assédio sexual. A jornalista, ex-militante do PSC Jovem, afirma ter sido convidada para uma reunião que aconteceria no apartamento do deputado. Ela descreve que ao chegar lá só havia ela. E assim teria se desdobrado o assédio, seguido de violência física.

A jovem também publicou na internet prints de mensagens íntimas realizadas entre ela e Feliciano. Além de conversas que ela relata o assédio e ele confirma. Há ainda vídeos que Patrícia aparece falando com o deputado ao telefone e ao lado do seu assessor, Talma Bauer.

Marcos Feliciano tem foro privilegiado. O processo está sendo investigado pela Polícia do Distrito Federal. #Marco Feliciano