O presidente Michel Temer declarou indiretamente em café da manhã com deputados da base aliada, que a classe política precisa resistir à #Lava Jato. Oito ministros do seu governo são alvos de inquéritos na maior operação de combate à corrupção que provocou o tsunami que assola o país nesse momento. O presidente disse que ele mesmo está resistindo o quanto pode.

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Continuando, Temer comentou que a lista do ministro Edson Fachin, relator dos inquéritos da Lava Jato, tem o objetivo de 'desprestigiar a classe política'.

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O presidente comparou a Lava Jato a um problema sério no país.

Entrevistas do presidente Temer

Temer declarou a parlamentares que ele tem resistido o quanto pode, dando entrevistas e mostrando o que o Brasil precisa. Disse que não podemos achar que, porque aconteceu isto ou aquilo, o país vai parar. Vários parlamentares que estavam presentes em seu discurso fazem parte de sua base aliada.

Diante dos últimos acontecimentos, Michel Temer declarou que quando acontece qualquer fato inédito, é comum as pessoas perguntarem: "Como o governo vai continuar?" E ele responde que o país tem três poderes e cada um deve exercer sua função. "Devemos deixar o judiciário em paz porque ele vai cumprir sua tarefa adequadamente, como sempre", declarou o presidente.

Sobre o Judiciário

Michel Temer disse ainda que o Judiciário saberá julgar adequadamente quem deve ser punido ou não. Afirmou que não podem se acovardar e achar que estão em situação delicada. Delicado ou não, é um problema do Judiciário. Pediu que o legislativo trabalhe por suas funções. Que mostrem trabalho e deem uma resposta de acordo com o momento em que vivem..

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Entre os ministros citados na lista de Fachin, estão o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e Moreira Franco da Secretaria Geral, que são os mais próximos do presidente.

Michel Temer combate visão autoritária

O presidente Temer criticou em seu discurso o que chamou de 'visão autoritária muito grande'. De acordo com ele, a visão autoritária no Brasil é cultural. Ele a definiu como: as pessoas não aceitam que uma decisão do presidente do país, seja contestada ou isso significaria um recuo de sua parte. Ele se referiu a isso como se a sua decisão não pudesse ser negociada, ajustada ou equacionada, de modo algum. E isso ele combate veementemente.

Reforma trabalhista

Temer também usou o discurso para os aliados para falar da #reforma trabalhista. Falou a seus aliados que a reforma é uma prova da reconstrução do diálogo entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. Continuando, Temer disse que o diálogo foi interrompido no governo anterior. Se referindo ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente citou uma de suas frases: Se a reforma da Previdência for aprovada, a economia do Brasil fará 'um foguete para cima'.