Após passar no sufoco o texto base da reforma trabalhista no plenário da Câmara dos Deputados, de imediato o Planalto entrou em contato com os líderes dos partidos da base aliada na Casa Legislativa e os convocou para uma reunião na tarde de quinta-feira (27) para discutir a infidelidade de alguns deputados.

Como já havia sido debatido na semana passada, a ideia de Michel Temer é tirar dos cargos indicados por parlamentares infiéis. Essa antiga prática de trocar apoio por cargos e usá-los como forma de pressão já é mais do que conhecida em Brasília.

O resultado final foi de 296 deputados a favor da reforma e 177 contrários ao texto base.

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Caso a votação fosse da reforma da Previdência, o principal mote do governo Temer, a proposta não teria passado, seriam necessários mais 12 votos.

PSB, PP, SD, PMDB e PR foram os partidos com maior número de traições na votação. DEM e PSDB foram os partido mais fiéis a Temer. Curiosamente, ambos partidos foram mais fiéis até do que a própria sigla de Michel Temer.

Traidor na oposição

Os partidos de oposição registraram 91 votos, desses, apenas um deputado traiu a recomendação do partido e foi favorável a reforma trabalhista de Temer: Eduardo Cadoca (PDT-PE).

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