Agentes da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal encarceraram, nesta terça-feira (11), o ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes e também os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. Dando continuidade a Operação Lava Jato no estado do Rio de Janeiro.

A ação foi nomeada como “Fatura Exposta” e tem o objetivo de cumprir mais dois mandatos de condução coercitiva e de busca e apreensão em alguns endereços. Investiga também fraudes no fornecimento de próteses do INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Segundo as investigações, Sérgio Cortês, quando fazia parte da diretoria do instituto, favorecia uma empresa a qual Miguel Iskin era sócio, nas licitações do órgão.

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Gustavo, um dos empresários presos, é sócio de Miguel em outros negócios.

A investigação também confere possíveis desvios na Secretaria de Saúde, através de propina no esquema criminoso ao qual era comandado por Sérgio Cabral. Pregões internacionais estavam envolvidos no esquema, através de cobranças de 10% de propinas nos contratos, tanto nacionais como também internacionais. Do valor acrescido, 5% ficaria para Sérgio Cabral, ex-governador, 2% para Cesar Romero, delator, 1% para o TCE e o 1% restante sustentaria financeiramente o esquema criminoso.

Foi apurado também que, Miguel pagava um valor mensal de R$ 450 mil a esta organização de Cabral. Desta forma, os presos desta manhã serão acusados de #Corrupção passiva e ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O ex-governador deixou seu apartamento às 9h25 e foi levado por agentes da PF para o centro do Rio, onde se encontra a sede do órgão.

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Já o empresário Côrtes, deixou a Zona Sul do Rio por volta das 8h00 e ainda tentou esconder o rosto sob os gritos de “ladrão”.

Na decisão sobre a prisão de Sérgio, o juiz diz que Côrtes fez de tudo para "embaraçar as investigações". Foi gravada em conversa entre o delator César Romero e ele, no escritório de Romero. No decorrer do diálogo, Côrtes afirma a necessidade de entrarem em acordo sobre o que será falado. Romero diz que na delação homologada pelo juiz Marcelo Bretas, que o valor do desvio bate na casa dos R$ 37 milhões.

Segundo o Ministério Público Federal, é fácil perceber o tamanho da organização criminosa no desenrolar dessa e outras duas investigações, a qual é responsável por desvios milionários de dinheiro público do estado do Rio de Janeiro. #lavajato #Política