O aprofundamento das investigações da Operação Lava-Jato, a maior operação de combate à #Corrupção de que se têm notícia na história do país, suscitou encontros entre políticos em Brasília, principalmente, em se tratando daquela parcela expressiva de parlamentares que estão envolvidos em escândalos de corrupção ou pelo menos, sob investigação na Justiça. O desespero de alguns deles faz com que sejam até mesmo realizadas "reuniões secretas". O principal objetivo passa a ser a própria "sobrevivência política", ou seja, encontrar um meio para que possam "salvar seus próprios pescoços".

A Lava-Jato é o fator preponderante, o que desencadeia o maior receio no universo político nacional.

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A força-tarefa é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba no estado do Paraná. Como a maioria dos políticos possuem prerrogativa de foro privilegiado, a grande possibilidade é que sejam julgados no Supremo Tribunal Federal (STF), cujos processos no âmbito da Lava-Jato, estão sob a relatoria do ministro Luiz Edson Fachin.

Lista Fechada

Na última terça-feira (18), um grupo de parlamentares, formado por deputados federais, assim que desembarcaram em Brasília, foram diretamente para a residência do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. Vale ressaltar que a reunião era secreta. O intuito era encontrar soluções que pudessem evitar uma eventual condenação desses políticos na Lava-Jato. Esse encontro não foi um fato isolado.

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Ultimamente, muitos políticos nem estão se dirigindo a seus respectivos estados, pois, preferem ficar em seus apartamentos funcionais, algo cada vez mais rotineiro. Entre os projetos debatidos, está a chamada "lista fechada", que propõe que o voto dos eleitores sejam dados em uma lista pré-definida por siglas partidárias e não em candidatos específicos.

O entendimento é que com esses votos, possam se salvar muitos dos envolvidos nas investigações de corrupção. A proposta pode acabar evitando ainda, se aprovada, que novos candidatos surjam no ambiente político, como por exemplo, o prefeito de São Paulo, João Doria, que reúne grande popularidade e torna-se cada vez mais cotado para a disputa presidencial de 2018.

Uma turma de senadores também tenta evitar a qualquer custo que o fim do foro privilegiado, possa resultar numa eventual prisão preventiva. Segundo a revista IstoÉ, algumas tratativas estão sendo acordadas entre políticos de diferentes partidos, como por exemplo, o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas (PT) e o senador Renan Calheiros (PMDB). A presença contou ainda com a participação do ex-ministro do STF, Nelson Jobim. Todos os envolvidos juram que não participaram de qualquer tipo de articulação; #Lava Jato #Congresso Nacional