Após a mega delação premiada que envolveu a divulgação dos escândalos de #Corrupção na Petrobras, por ex-executivos da empreiteira Odebrecht, é a vez de outros presos no âmbito da Operação Lava-Jato, solicitar audiência junto ao juiz Sérgio Moro. A Lava-Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia na história do país e é conduzida em primeiro grau pelo magistrado paranaense, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa foi responsável pela prisão de diversos empresários, políticos e operadores do maior esquema de corrupção implantado na maior estatal brasileira, o que permitiu a ocorrência de rombos bilionários dos cofres públicos da Petrobras.

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Preso da Lava Jato quer depor a Sérgio Moro

O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, fez uma solicitação ao juiz Sérgio Moro, nesta quinta-feira (27), para que possa ser interrogado de novo, em relação a um processo que ele enfrenta, acusado pelo recebimento de propina oriunda dos cofres públicos, por meio da Petrobras. Vale ressaltar que na primeira vez que Duque foi interrogado, ele preferiu manter-se em silêncio. No documento encaminhado ao juiz Sérgio Moro, a defesa de Renato Duque afirma categoricamente que ele manifesta o desejo de colaborar com as investigações. Após tentativas frustradas de se firmar um acordo de colaboração premiada junto à Polícia Federal e Ministério Público Federal, dessa vez, há uma sinalização de que isso possa estar muito próximo de acontecer.

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Segundo uma pessoa muito próxima ao ex-diretor da Petrobras, ele "vai abrir a caixa de ferramentas e com ela, vai à porta do inferno", de modo que possa "contar tudo o que sabe" sobre todo o esquema de corrupção implantado na Petrobras.

Renato Duque era considerado um diretor muito próximo ao PT na estatal, já que ele fora indicado pela sigla para o cargo. Tanto a provável delação premiada de Renato Duque e do ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antônio Palocci, tendem a coincidir com suas colaborações premiadas. Um exemplo disso, é que ambos estão sendo defendidos pelo mesmo advogado, Adriano Bretas. A colaboração premiada de Renato Duque, tende a ser "explosiva" para o PT e muito temida pela legenda, já que teria potencial de envolver diretamente o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Com uma provável delação de Palocci e Duque, a situação do ex-presidente Lula pode se complicar ainda mais.

#Lava Jato #Petrolão