O relator do processos da Operação #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal e ministro #Edson Fachin, conversou com a presidente do STF e ministra Cármen Lúcia, para acertarem uma forma de proteger os processos das delações premiadas envolvendo parlamentares e empresários que abrangem o desenvolvimento da Lava Jato.

No edifício que faz sede ao STF, os dois se reuniram pelo período da manhã desta segunda-feira (17), e saíram de lá concordando em formar um grupo de força-tarefa para que possam trabalhar com segurança os processos que circulam no STF. O edifício sede é onde estavam guardados arquivos que continham os pedidos de Rodrigo Janot, procurador-Geral da República, sobre as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Publicidade
Publicidade

Os 74 inquéritos contra vários políticos e membros importantes da sociedade brasileira "bagunçaram" o STF que agora "clama" por segurança. O grupo que será criado irá ajudar os ministros a analisarem os processos e diminuir o risco de fraudes.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou um pedido afirmando ser necessário essa força-tarefa imediatamente. Na justificativa, o órgão se direciona a Cármen Lúcia, dizendo que dessa forma a Justiça se concluirá de forma ágil, respondendo os manifestos da população brasileira que se encontra indignada com as várias revelações que essas delações trouxeram e aos impactos que isso causará no governo e economia brasileira.

A OAB enfatiza que quer mais juízes para auxiliarem nesse processo tão degastante para todos, que envolve inquéritos complexos e volumosos.

Publicidade

A OAB sinaliza que a situação real dos ministros não compactua com a demanda, sendo preciso, então, melhorar a estrutura para isso.

O auxiliar, juiz Paulo Marcos de Farias, está no gabinete de Edson Fachin para ajudá-lo nos processos, ele também era um dos companheiros do ministro morto, Teori Zavascki, que faleceu devido a queda de avião na região do Paraty, Rio de Janeiro. O auxiliar disse que o objetivo é um só: "Que nada atrapalhe a Lava Jato". O ministro Edson Fachin foi o escolhido para assumir a tão esperada vaga do Supremo após a morte de Teori. Ele está desde fevereiro no cargo e antes mesmo do feriado da Páscoa, a "bomba" das investigações das delações premiadas se tornaram expostas a mídia.

Parlamentares como Aécio Neves, ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, são alguns dos nomes de vários políticos que se encontraram, segundo delações, em atos ilegais. #Investigação Criminal