Na segunda-feira(03), em São Paulo, o ex-presidente, Luiz Inácio '‘Lula’' da Silva, indicou a senadora Gleisi Hoffmann(PR) para candidatura à presidência do #PT.

O Partido dos Trabalhadores possui diversos grupos internos, entre eles, o Construindo um Novo Brasil (CNB), que é o maior e mais forte dentro do partido. #Lula pertencente ao grupo majoritário, desistiu de liderar o PT e afirmou querer uma “cara nova” na direção. Assim, o ex-presidente indicou a senadora, também da CNB, para candidatar-se à presidência do Partido dos Trabalhadores.

Entretanto, por ser representante do PT no Senado e ex-ministra da Casa Civil, durante o mandato de Dilma, a indicação de Gleisi gerou muita polêmica enquanto ocorria a assembleia da CNB, fazendo com que Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, e o deputado federal Márcio Macedo(PT-SE), retirassem suas pré-candidaturas.

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Já a segunda maior corrente do PT, o Muda PT, lançará o senador Lindberg Farias (PT-RJ) para candidatura do partido. Embora seja provável que o senador Lindberg desista da candidatura por ser amigo da senadora Gleisi.

Lava Jato

Vale lembrar que, tanto a senadora Gleisi Hoffmann quanto o senador Lindberg Farias foram indiciados na #Lava Jato e acusados de corrupção.

Focando no caso da senadora, no dia 01 de abril de 2016, ela foi acusada de receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção da Petrobras, dinheiro que teria sido usado para sua campanha. Segundo a investigação da Polícia Federal, o pagamento foi autorizado pelo ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa, agora delator, e viabilizado pelo '‘famoso’' doleiro Alberto Youssef, sendo entregue a Ernesto Kugler, empresário, que é amigo de Gleisi há dez anos.

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Também, o marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo, foi preso pela PF no ano passado, segundo o relato, ele que teria arquitetado o plano para desviar o dinheiro da Petrobras que, supostamente, fora utilizado para a campanha da esposa. Todavia, o ex-ministro foi solto, logo após uma semana, pelo Ministro do STF, Dias Toffoli, que considerou a prisão um 'flagrante constrangimento ilegal’'.

Apesar da investigação continuar, a senadora e seu marido continuam negando as acusações.