A divulgação do conteúdo das delações dos executivos e ex-executivos da Odebrecht, mais a lista do ministro Edson Fachin, causou um alvoroço no cenário político brasileiro na última semana. E uma pessoa, ironicamente, parece se beneficiar nesse caso: o ex-presidente Lula.

O discurso do "anti-político" cada vez mais está na boca do povo. E quanto mais a Lava Jato mexe, mais os políticos brasileiros se afundam na lama. Por isso, já existe um movimento que aponta Lula como o único nome capaz de absorver as pancadas da Lava Jato e dar um refresco aos "políticos profissionais" brasileiros. A estratégia é trazer para perto de Lula o apoio dos mais variados partidos de centro, inclusive caciques do PMDB, por mais incrível que possa parecer.

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Renan Calheiros foi o primeiro a perceber o tsunami que viria e já se aproximou de Lula.

A hipótese é que haverá uma disputa muito clara entre o "Lulismo" e o "Partido da Lava Jato". O embate principal deve ocorrer no dia 3 de maio, quando Lula irá depor a Sérgio Moro. Nesse momento, será possível traçar uma imagem melhor do cenário.

O PSDB, oposição ao PT desde 2003, está tão sujo quanto. João Doria parece ser o único tucano a escapar, na visão dos "anti-políticos". Mas o questionamento que fica é: como será sua postura para criticar a corrupção e os envolvidos nas delações, estando o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e seu padrinho político, Geraldo Alckmin, envolvidos no esquema? #Dentro da política