O ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que está preso desde setembro de 2016 em Curitiba (PR), há duas semanas teve uma reunião com a força tarefa da Polícia Federal. Palocci, que é réu por corrupção e lavagem de dinheiro em um processo conduzidos pelo juiz Sérgio Moro, parece bem propenso a fechar acordo de delação premiada.

Um ponto que está sendo considerado para a decisão do ex-ministro é que seu ex-assessor Branislav Kontic está fechando o acordo com a Justiça, ele, que foi preso na mesma época que o ex-ministro e solto dois meses depois por decisão da Justiça, negocia com a Justiça sua delação.

Na lista de fatos que Palocci tem a entregar a Operação Lava Jato também há fatos ligado ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva - de quem ele defendeu os interesses e estava diretamente ligado às vitoriosas campanhas eleitorais de 2010 e 2014 e em todo o governo como um dos principais homens de frente do PT, o responsável pela interface com o empresariado e grande alicerce do presidente Lula.

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O ex-ministro também pode comprometer a imagem da ex-presidente Dilma Rousseff, pois foi o líder de equipe da transição dos entre os governos petistas e assumiu a Casa Civil posteriormente.

Ex-ministro Antonio Palocci sendo conduzido por policiais federais no momento da sua prisão

Pessoas próximas a Palocci dizem que ele pretende contar a Lava Jato informações sobre corrupção de empresas do sistema financeiro, como bancos, e também conglomerados de empresas que não integram grupos de empreiteiras.

O advogado Roberto Batochio, que defende o também ex-ministro Guido Mantega e o ex-presidente Lula, deu a entender que deixará o caso se Palocci fechar o acordo de delação. Lula ficou bastante irritado com a situação, pois contava com Batochio para conter o acordo de delação de Palocci.

A opção para assumir e conduzir o acordo era o advogado Marlus Arns, que fechou a delação do ex-presidente da Camargo Correia Eduardo Leite, porém ele recusou alegando problemas financeiros.

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O advogado já atende Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está com os bens bloqueados, e diz que não poderia ter outro cliente sem condições de pagar.

Após a homologação da delação do casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, a situação de Palocci se complicou, pois os fatos descritos pelo casal são ligados às delações da Odebrecht. Em ambas, Palocci é acusado de ser o piloto da conta de propina que o PT tinha com a empreiteira, que movimentou R$ 133 milhões e nenhum valor era pago sem a autorização dos ex-ministro. #lavajato #Política