Ontem, quarta-feira, e dia 26 de abril, Edson Fachin, ministro relator da #Lava Jato no #STF, saiu contrariado da sessão onde os ministros Gilmar Mendes, Dias Tofolli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, também participaram e votaram. A votação foi a favor da soltura de João Claudio Genu e o pecuarista, amigo de Lula, José Carlos Bumlai. Ambos já haviam sido condenados pelo Juiz Sergio Moro, em primeira instância. Fachin diz se sentir sozinho e cita uma obra teatral do dramaturgo Henrik Ibsen que morreu em 1906. A obra se intitula, "Um inimigo do povo".

Um inimigo do povo

A peça teatral de nome "Um inimigo do povo", de Ibsen, se passa em uma cidade do interior da Noruega, onde o médico chamado dr. Stockmann, denuncia a contaminação das águas da cidade, que era rica por receber turistas, para a estação balneária.

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O médico se tornou odiado pela população, por atrapalhar os negócios de seus conterrâneos. Ao lutar pela verdade, ele foi isolado pelos moradores, ávidos pelo dinheiro que ganhavam com os turistas.

Os votos dos ministros

Fachin, que votou contra a soltura dos réus, foi seguido apenas por Lewandowski. Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Tofolli, votaram a favor de derrubar a prisão domiciliar de Bumlai, porque consideraram grave, o estado de saúde do pecuarista. Ele sofre de câncer na bexiga e cardiopatia grave.

Quanto à João Claudio Genu, Fachin, foi derrotado por Lewandowski, Gilmar e Celso de Mello, que não consideraram que a sua liberdade seja um risco. Fachin frisou que a condenação de Bumlai foi necessária, pois, o mesmo, tentou atrapalhar as investigações da polícia federal. Em relação à Genu, o ministro declarou que o réu tinha a habito de cometer delitos e apresentava risco na "reiteração criminosa".

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Decisões sobre José Dirceu

Na sessão desta terça feira, os ministros da Segunda Turma do STF, comentaram também sobre o pedido da defesa de Dirceu. O mesmo está preso desde 2015. Fachin já havia negado o pedido de liberdade do petista em fevereiro deste ano. Em contrapartida, sua defesa recorreu à Segunda Turma, para manter o pedido de liberdade em andamento.

Os ministros aceitaram o pedido para analisar o habeas corpus, que foi impetrado quando Dirceu ainda não havia sido condenado.Os mesmos concordaram que a mesma ação permanece válida, após sua condenação em primeira instância. Sérgio Moro, foi contrariado mais uma vez, em sua sentença. O Juiz considerou relevante, mantê-lo na prisão. A decisão dos ministros beneficiam os advogados de Dirceu, por dispensá-los de entrarem com mais ações para pedir a liberdade do réu.

Os ministros que foram questionados pela imprensa, se justificaram: Gilmar Mendes declarou que, a decisão dá mais 'efetividade' ao Habeas Corpus. Lewandowski alegou que, a decisão mantém o que a Segunda Turma já havia combinado nos casos em que julga.

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Dias Tofolli, também foi questionado pela imprensa, se a decisão não abria caminho para novas solturas de réus da Lava Jato. Declarou que 'não há decisão coletiva em matéria criminal' e que cada caso é um caso.

Diante de todos o fatos citados, podemos considerar que o #desmonte da Lava Jato é uma questão de tempo. O STF se une em favor da organização criminosa, composta por políticos corruptos, que estão à serviço de si mesmos e não do povo, como deveria se esperar.