O caso de #Corrupção envolvendo a ex-primeira-dama do estado do #Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, sob prisão domiciliar traz à tona, novas e surpreendentes revelações. Adriana Ancelmo, além do mais, vem sofrendo uma série de críticas, a partir do momento em que foi decidida sua prisão domiciliar, em detrimento da prisão preventiva. O marido, ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, encontra-se preso nas dependências da penitenciária de Bangu, cujas investigações estão no âmbito da Operação Lava-Jato. Em um depoimento dado durante a tarde desta quarta-feira (05), à Justiça do Rio, duas testemunhas que fora convocadas para prestarem depoimento, fizeram uma revelação surpreendente.

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Uma das testemunhas de defesa da ex-primeira-dama do Rio, trabalhou por aproximadamente 13 anos no escritória de advocacia de Adriana Ancelmo. Trata-se da advogada Juliana de Lacerda de Carvalho Luca.

Descoberta do uso de cartões de crédito

A testemunha Juliana de Lacerda foi contundente em afirmar que a ex-secretária de Adriana Ancelmo, Michele Thomaz Pinto, teria sido demitida após ter sido descoberto que a ex-secretária utilizava os cartões de crédito, tanto da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, quanto de seu sócio, Thiago Aragão. O mais curioso é que a então secretária, não teria sido demitida por motivo de justa causa. O caso emblemático revela ainda que a Adriana, por meio de sua defesa, tentou buscar uma suposta prática indevida a respeito da ex-secretária Michele, nesta quarta-feira, em se tratando do período trabalhado junto a ela.

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Já em relação à ex-secretária Michele, arrolada como testemunha de acusação contra Adriana, através de seus depoimentos, são cada vez mais reforçadas as suspeitas de que o escritório de advocacia da esposa de Sérgio Cabral, foi, na verdade, utilizado pela organização criminosa comandada supostamente pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, uma forma encontrada para se "lavar dinheiro ilícito". O depoimento da testemunha Juliana, relata que a ex-secretária Michele, não emitia notas dos serviços prestados e além disso, teria falsificado a assinatura de Adriana Ancelmo e utilizado os cartões dela e de seu sócio. A testemunha foi contundente: "A Michele fazia saques das contas e pagava a´te as despesas pessoais, comprava roupas, com o dinheiro da Adriana", ressaltou. Segundo a depoente Juliana, o próprio sócio de Adriana, Thiago, teria descoberto que Michele teria feito um pacote de viagens com o cartão de crédito dele.

O sócio de Adriana, segundo Juliana, em acordo com a ex-primeira-dama, teriam decidido demitir a ex-secretária, mas ficaram com pena de demiti-la por justa causa.

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Além disso, Thiago já teria tido um relacionamento com Michele, anteriormente ao fato dos cartões. A outra testemunha de defesa de Adriana Ancelmo, prestador de serviço de TI no escritório desde o ano 2000, Ary Guimarães Motta Neto, corroborou com as informações de Juliana e relatou que o sócio Thiago teria descoberto o uso de seu cartão por Michele numa agência de turismo: "Thiago indagou a Michele e ela foi demitida", disse a testemunha. #Lava Jato