O ex-presidente Lula falou ao Rádio Jornal, de Pernambuco, na última terça-feira (4) e soltou o verbo. O petista teceu críticas ao rival PSDB, afirmou que aqueles que deram o "golpe" estão perdidos, defendeu a ex-presidente Dilma e tratou sobre uma possível candidatura à presidência em 2018. O ex-presidente estava bastante confortável, com um moletom da seleção brasileira de futebol, como se estivesse saído ou se preparando para uma série de exercícios.

Lula afirmou que o PSDB fez um "carnaval" após a derrota de Aécio Neves em 2014 tentando cassar a chapa Dilma-Temer. Segundo o ex-presidente, ele acredita na inocência de Dilma, vide o fato do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já ter aprovado as contas.

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"Golpistas"

Lula trouxe a tona novamente o tema "golpe". Segundo o ex-presidente, a situação complicada do Brasil se dá pelo fato de quem está no poder não ter noção do que fazer

"O que está dando problema é que as pessoas que deram o golpe não sabem o que fazer com o Brasil", afirmou.

O petista ainda ironizou aqueles que afirmavam que o problema do País era o PT e Dilma. Segundo ele, passado um quase um ano da queda de Dilma, a situação do Brasil ficou pior

Candidato em 2018?

Obviamente a eleição presidencial de 2018 não poderia deixar de ser pauta em uma entrevista com Lula. O ex-presidente ainda não confirmou sua candidatura pelo PT, disse apenas que estava na "expectativa". Constantemente atacado por João Doria, prefeito de São Paulo, nas últimas semanas, o petista disse que acha desagravável comentar sobre uma pessoa desconhecida pelo Brasil

E completou dizendo que caso queira, Doria que faça sua própria campanha.

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Nordeste e reformas de Temer

Lula se disse muito preocupado com o Nordeste na gestão Temer e afirmou que seu sonho era que a região se equiparasse com o restante do Brasil e parasse de aparecer na imprensa apenas por causa da seca.

O ex-presidente também se disse completamente contrário as reformas que Miche Temer está propondo, principalmente a da Previdência e a terceirização. E concluiu: "Eu já provei que o pobre não é o problema, o pobre é a solução da economia brasileira".

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