O presidente da República, #Michel Temer, após a conturbada semana política que colocou em risco o seu mandato presidencial, decidiu contratar a defesa de um dos advogados criminalistas mais reconhecidos do país e amigo seu, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Há alguns dias, foi divulgado um conteúdo considerado de alto teor "bombástico" que envolveu diretamente o presidente da República em um grave escândalo político. Trata-se de trechos disponibilizados ao público em relação ao acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que controla a Friboi. O acordo de delação premiada foi selado junto à Procuradoria-Geral da República e já foi homologado pelo ministro-relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (#STF), Luiz Edson Fachin.

Publicidade
Publicidade

Fita editada

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que assumiu a defesa do presidente Michel Temer, foi contundente em afirmação dada nesta sexta-feira (19), de que o governo possui "informações seguras" em se tratando de que houve adulterações e montagens no áudio que corresponde à conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista. Mariz é amigo do presidente Temer há mais de quarenta anos. Uma das principais estratégias jurídicas a ser tomada pela defesa do presidente, deverá ser a solicitação de que seja feita uma perícia da gravação do áudio que se tornou público. O advogado Mariz se reuniu com Temer na noite desta sexta-feira e foi enfático ao afirmar que tanto a defesa quanto o presidente da República, souberam que a fita foi editada e que isso é algo gravíssimo.

Publicidade

O advogado foi ainda mais longe ao declarar que "é uma indignidade o que estão fazendo com o presidente da República e contra o Brasil".

Ao ser indagado se algum suposto "corte" em trechos atribuídos ao áudio das gravações fora feito pela Procuradoria-Geral da República, Antônio Mariz preferiu a cautela, ressaltando que jamais levantaria qualquer tipo de suspeita, sem que houvesse provas contundentes. Ele foi categórico ao afirmar que "a perícia vai dar indícios tanto a respeito da edição, quanto da autoria e assim que souber, não terá escrúpulos em denunciar o caso". Antônio Cláudio Mariz de Oliveira chegou a ser convidado pelo presidente Michel Temer, para que assumisse o Ministério da Justiça, entretanto, não chegou a assumir o posto, já que havia condenado em uma entrevista, os excessos dos operadores da #Lava Jato.