Uma conversa do senador afastado Aécio Neves com o empresário Joesley Batista mostra um plano do tucano para tentar "barrar" a Operação Lava Jato. Aécio procurava uma forma de redistribuir inquéritos entre delegados, escolhendo quem eventualmente fosse melhor para suas intenções. Porém, o senador afastado teve seu plano fracassado ao não conseguir um acordo com o presidente do Brasil, Michel #Temer e o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Alexandre de Moraes.

Em frases cheias de palavras grotescas, Aécio fica irritado em não conseguir alcançar seus objetivos. O tucano mostra grande preocupação com os delegados da Polícia Federal (PF) e cita uma pequena desavença entre ele, Temer e Moraes, por não conseguirem compactuar da mesma ideia.

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Aécio ficou com medo de abertura de inquéritos e por isso pretendia escolher os delegados que para ele seriam mais fáceis de se lidar.

Diante dessa situação, o tucano comentou com o dono da JBS um pedido do presidente Temer. Segundo Aécio, Temer havia pedido para ele retirar a ação contra a chapa Dilma-Temer do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tucano afirma que não estava nem aí para o que o presidente queria.

Ação conjunta

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o senador afastado #Aécio Neves e o presidente Michel Temer agiam juntos para tentar "impedir" o avanço da Operação Lava Jato.

O ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), deputado afastado. A decisão de Fachin foi divulgada, nesta sexta-feira (19).

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Supremo envolvido

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse que ouviu o presidente Temer afirmar que poderia ajudar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Essa ajuda, segundo o empresário, viria da Corte suprema. De acordo com Joesley, Temer teria dito que conseguiria auxiliar Eduardo Cunha por intermédio de dois ministros da Suprema Corte.

Diante das divulgações da delação do empresário, mais nomes vão surgindo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente cassada Dilma Rousseff também foram alvos do empresário. Joesley disse ter transferido R$ 50 milhões ao ex-presidente Lula depositados em contas no exterior e R$ 30 milhões para ajudar Dilma na sua campanha de 2010. Esses valores foram feitos por intermédio do ex-ministro Antonio Palocci, réu da Lava Jato.