O escândalo envolvendo a autoridade de maior hierarquia no país, o presidente do Brasil Michel Temer (PMDB), mexeu com o dia de todos os brasileiros. Com a possibilidade de renúncia, a mídia se movimentou praticamente apenas em torno de Brasília, capital federal, e as redes sociais expuseram a todo momento o desenrolar da história que também envolve o senador #Aécio Neves (PSDB).

Aécio e #Temer foram citados pelo delator da Lava Jato, Joesley da JBS, empresário e sócio da empresa que revelou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) que possui uma gravação reveladora envolvendo o nome dos políticos. Segundo a publicação do jornal O Globo que mexeu com todo o país, na coluna do jornalista Lauro Jardim, Temer orientou que o sócio não parasse de dar dinheiro a Eduardo Cunha (PMDB) após sua prisão.

Publicidade
Publicidade

Cunha foi detido pela Polícia Federal (PF) após diversas acusações de corrupção.

Já Aécio Neves, que disputou as eleições presidenciais contra Dilma Rousseff (PT) no primeiro e segundo turno, tendo sido vencido por uma diferença consideravelmente pequena, foi acusado por Joesley de ter pedido uma propina no valor de R$ 2 milhões. O senador nega as acusações, mas não pôde fazer nada em relação ao afastamento de suas funções. A medida foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de Edson Fachin.

Na tarde de hoje, a Procuradoria-Geral da República encaminhou também outra solicitação para que Aécio seja preso por ter cometido um crime grave contra a nação. Contudo, horas depois, foi concluído pela Corte que a prisão não era necessária e Aécio segue em liberdade para responder às demais acusações de corrupção.

Publicidade

Por meio da internet, ao saber da decisão, diversos brasileiros se revoltam e decidiram opinar a respeito.

"Isso é um absurdo!! Tá na cara que ele nos roubou e ainda debocha de nós. Cadeia para Aécio e Temer", falou um internauta indignado.

Já o partido Rede Sustentabilidade informou que irá apresentar uma representação para punir Aécio Neves também no Conselho de Ética do Senado Federal. Caso haja processo para apuração de quebra da ética por parte do senador, ele pode ser destituído do cargo e poderá ser julgado na Justiça Comum, perdendo as "regalias".

Polícia Federal entra no meio

Como era de se esperar, a Polícia Federal não fez corpo mole e iniciou desde o início da noite de ontem uma operação para apurar as responsabilidades diante da delação do sócio e empresário da JBS. #lavajato