Após uma notícia equivocada do jornal O Globo no blog do Noblat, jornalista do site, informando que o presidente da República Michel #Temer (PMDB) iria renunciar o seu cargo de Chefe de Estado, outra informação extraoficial acabou se confirmando. Dois de seus aliados, os deputados federais licenciados Roberto Freire (SP) e Raul Jungmann (PE) afirmaram que não querem mais seguir junto a Temer e disseram que vão sair dos ministérios da Cultura e Defesa, respectivamente.

Freire informou sua renúncia ainda hoje, após o escândalo da #JBS, para o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. De acordo com informações da assessoria de comunicação do ex-ministro, ele havia dito oficialmente que, caso Michel Temer não desistisse do cargo após o que foi divulgado, ele pediria para ir embora primeiro.

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E, sendo assim, cumpriu o combinado.

O setor de comunicação do governo completou, informando que Freire disse que após as denúncias e abertura de um inquérito contra Michel Temer pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda hoje, não havia razões para seguir o seu trabalho na pasta.

Ele e Raul Jungmann foram eleitos pelo PPS como parlamentares e estavam afastados do cargo para seguir junto ao atual presidente da República, que chegou ao poder após Dilma Rousseff (PT) sofrer um impeachment por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quem deu a informação de que Jungmann estaria fora do governo Federal foi o líder do partido na Câmara, Arnaldo Jordy (PA).

De acordo com o PPS, Temer se manter no Poder após os áudios que revelam ele dando aval para que Eduardo Cunha (PMDB), ex-presidente da Casa e do partido preso, continuasse recebendo dinheiro para ficar calado é insustentável.

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No Congresso Nacional, a chapa do partido dos deputados que pediram renúncia quer majoritariamente que Temer saia do seu cargo. Contudo, apesar dos pedidos da Procuradoria-Geral da República, deputados, senadores e de grande parte da população brasileira, o presidente afirmou em uma rápida coletiva de imprensa na tarde de hoje que não renunciará. Temer acredita que deve seguir com a cabeça erguida até que a veracidade das gravações e dos fatos seja revelada.

Ele afirmou que ainda não escutou os áudios e que está aguardando o STF liberá-los.

Manifestações contra Temer

Na noite de hoje, dia 18, foram montadas inúmeras manifestações pelo país para pedir novamente a renúncia do presidente. No Rio de Janeiro, militantes irão caminhar em direção à Candelária e pela Avenida Presidente Vargas no protesto "Fora Temer" e pelas "Diretas Já", que exigem novas eleições presidenciais. As principais emissoras de TV do país fazem a cobertura do acontecimento histórico. #audio