Após anunciar que não renunciará ao mandato, o presidente Michel #Temer deve insistir na aprovação das #reformas trabalhista e da Previdência para superar a #Crise causada pela delação da grande JBS. As notícias sobre as gravações feitas por Joesley Batista geraram uma grande pressão pela renúncia do presidente da República, mas a divulgação dos áudios na noite de quinta-feira (18) teria tranquilizado o Palácio do Planalto. A argumentação é de que os diálogos entre Joesley e Temer não são explícitos em relação ao pagamento de propina para o deputado cassado Eduardo Cunha.

Em pronunciamento na noite desta quinta-feira (18), Temer disse que apenas ouviu o relato do empresário e, que por ter relações com Cunha, "auxiliava a família do ex-parlamentar.".

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Ele também afirmou que não solicitou que fosse feito qualquer pagamento.

Segundo fonte ouvida pela agência Reuters, Temer "jamais cogitou qualquer saída que não fosse o enfrentamento da crise".

Aposta nas Reformas

Ainda durante o pronunciamento, Temer disse que seu governo "viveu nesta semana seu melhor e seu pior momento" e que a revelação de "conversas gravadas clandestinamente" trouxe a crise de volta no momento em que "os números do crescimento da economia e os dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores".

As reformas trabalhista e da Previdência são consideradas cruciais para recuperar a credibilidade do governo com o mercado e evitar que os indicadores econômicos despenquem novamente. Temer mencionou que "as reformas avançavam no Congresso Nacional", porém os últimos acontecimentos tornaram o desafio ainda mais difícil.

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A reforma da Previdência já não contava com apoio suficiente para aprovação, por ser considerada impopular. O Planalto concentra seus esforços na recomposição da base aliada e tenta evitar a saída do PSDB, que pode ser fatal. Os relatores das reformas no Senado e na Câmara já indicaram que não será possível manter o calendário previsto para as votações.

Temer se reúne com ministros

Durante toda a quinta-feira (18), o presidente conversou com 14 ministros. Ele pediu fidelidade aos tucanos Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). O ministro da Defesa, Raul Jungmann, garantiu que permaneceria no cargo, mesmo após seu partido (PPS) ter manifestado interesse em deixar a base aliada. Roberto Freire, também do PPS, optou por sair do Ministério da Cultura.