Em um dia tenso em Brasília, com cenas de vandalismo e desordem nos arredores da Esplanada dos Ministérios, o presidente Michel Temer decidiu por autorizar o uso das Forças Armadas para garantir a segurança e evitar o descontrole. O decreto, bastante criticado, tem validade até quarta-feira que vem, dia 31.

No início da noite desta quarta, já com os ânimos um pouco mais calmos, o Partido dos Trabalhadores (#PT) emitiu um comunicado oficial por meio do seu presidente, Rui Falcão, criticando a decisão de Michel Temer em colocar o Exército nas ruas.

"Esta decisão de colocar as Forças Armadas nas ruas nos remete a retrocessos típicos dos anos de chumbo da #Ditadura militar", escreveu.

Publicidade
Publicidade

Na mesma nota, o partido reitera o seu apoio por eleições diretas e contra as reformas defendidas por Temer, tais como a trabalhista e a da Previdência. "O dia de hoje marcou o fim do governo ilegítimo de Michel Temer", apontou.

Apesar das cenas de incêndio nos Ministérios da Agricultura e da Cultura, além da depredação de diversos prédios na Esplanada, em Brasília, Falcão alertou que "o governo demonstrou sua face autoritária ao patrocinar um violento ataque contra manifestantes que se reuniram pacificamente".