A polêmica libertação de um dos principais presos da Operação Lava-Jato, continua sendo alvo de críticas por parte do Ministério Público, além de manifestações de pessoas,por meio das redes sociais. Um dos principais críticos das decisões tomadas pela mais alta Corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), foi o procurador do Ministério Público Federal e coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Nesta terça-feira (02), a segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que julga os casos relativos à maior operação de combate à #Corrupção na história do país; a Lava-Jato, acabou concedendo liberdade ao ex-ministro petista, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu.

Publicidade
Publicidade

Por três votos a dois, a Corte libertou Dirceu, revogando decisão anterior proferida pelo juiz Sérgio Moro, que mantinha o ex-ministro em prisão preventiva. Votaram pela soltura do preso, os ministros Dias Toffolli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Os ministros que votaram pela manutenção da prisão, foram Celso de Mello e o relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin.

Deltan se manifesta em redes sociais

O procurador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, se manifestou em rede social, apontando a incoerência dos ministros do Supremo em soltar Dirceu. O ex-ministro que está preso no âmbito da Lava-Jato, é considerado o "cérebro" de todo o esquema de corrupção implantado na Petrobras, de acordo com as investigações. O procurador Dallagnol foi contundente em demonstrar a contradição, segundo a decisão da mais alta Corte do país: "a incoerência é demonstrada em decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal, já que e um caso de menor gravidade, em se tratando dos últimos meses", ressaltou o procurador.

Publicidade

Deltan Dallagnol mencionou três casos em que demonstram a decisão considerada "contraditória" por parte do Supremo. Deltan foi ainda mais longe ao delinear que a libertação do ex-ministro José Dirceu, "frustra, de modo substancial, as esperanças depositadas pelos cidadãos brasileiros na mais alta Corte do Brasil", disse Dallagnol. O coordenador-geral da Lava-Jato advertiu ainda que há um receio em relação aos desdobramentos da Operação Lava-Jato, o que a liberdade do preso, "representa um risco real à sociedade brasileira, já que a prisão preventiva é um remédio amargo, porém necessário, para que se proteja a sociedade, em relação à recaída do preso, em relação à possibilidade de se cometer o mesmo crime", afirmou Dallagnol. #SérgioMoro #Lava Jato