Um fato triste acabou oferecendo um final feliz para um casal de andarilhos do estado de São Paulo. Na última quarta-feira, 3, viralizou nos principais telejornais do país, imagens feitas pelo estudante de jornalismo, Marcos Hermanson, que mostraram um morador de rua sendo agredido sem qualquer motivo, por GCMs (Guardas Civis Metropolitanos).

Não demorou muito, e essas imagens chegaram até o prefeito Joao Doria, que repudiou o excesso do agente municipal e gravou um vídeo para dizer que pediu ao secretário de segurança urbana, o afastamento do agressor e abertura de processos administrativos para apurar o caso.

Também salientou que o morador de rua, de nome Samir Ahamad, foi levado para um abrigo da prefeitura de São Paulo.

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O prefeito deixou claro que solicitou que fosse oferecido todo o atendimento necessário para a vítima do abuso cometido pelo guarda.

Ao G1, o prefeito disse que prometeu para Samir e sua esposa, Mirella, um emprego, no atual programa que busca reinserir moradores de rua na sociedade. Mirella poderá ser encaminhada imediatamente para um emprego, mas Samir quebrou o punho com as agressões e só poderá tirar o gesso dentro de 120 dias.

Samir também precisará passar por uma cirurgia. O casal está acolhido em um abrigo e recebeu os primeiros atendimentos, do Padre Júlio Lancellotti.

Assista ao vídeo feito por Joao Doria:

João Doria também visitou o casal no hospital e lhes ofereceu uma nova vida:

Programa governamental visa transformar a vida de andarilhos

No dia 21 de janeiro, o prefeito João Doria lançou o programa #Trabalho Novo, que visa empregar cerca de 20 mil moradores de rua.

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O projeto governamental visa muito mais do que oferecer um emprego, mas um treinamento com a oportunidade dos andarilhos recomeçarem suas vidas.

O prefeito garantiu que não haverá dinheiro público no programa e que para atingir os objetivos, fez parcerias com várias empresas, sobretudo na área de limpeza urbana, mas também há programas de vendas de sorvetes em parques públicos e de atuação em uma gigante na área de fast food. Os beneficiados receberão um salário mínimo, além de treinamento e benefícios básicos, como plano de saúde.

O prefeito também criou condições para que eles sejam inseridos no programa: sair das ruas em até 90 dias, seja para viver nos abrigos espalhados pela cidade ou, com o dinheiro que receberem, alugarem um lugar para viver. Os abrigos mudaram o nome e passaram a se chamar Espaço Vida. O prefeito inaugurou novas unidades e outras devem ser criadas ao longo do mandato.

O governo de Geraldo Alckmin também se tornou parceiro do programa e cedeu espaços das unidades do Poupatempo para que os moradores de rua consigam obter a documentação necessária para arranjar um emprego, como carteira de trabalho e cédula de identidade.

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João Doria resumiu o seu projeto social como o começo da conquista da dignidade, pelos moradores de rua, que até então, eram esquecidos pela sociedade. O projeto tem sido elogiado por outros estados, podendo ser copiado por outras gestões políticas. #João Dória #morador de rua é agredido