Os eleitores do deputado federal Jair Messias #bolsonaro (PP-Rio) ficaram chocados ao descobrir por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral que o nome dele aparece na lista de pessoas que receberam doações da Friboi e JBS. Com o escândalo das gravações envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), os brasileiros não estão mais perdoando os políticos e muitos já começaram uma campanha também para pedir a cassação do mandato do parlamentar.

"Fora deputado ladrão. Sua casa caiu!", escreveu um internauta na rede social de Bolsonaro.

Segundo o site de notícia Metrópoles, Bolsonaro pode ser arrolado no processo que investiga o a Lava Jato.

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Para encontrar o nome de Jair Bolsonaro na lista basta acessar o portal do TSE na aba "Consulta aos doadores e fornecedores de campanhas dos candidatos". Na página, é possível ver nome de diversos políticos do alto escalão do governo, como o ex-deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB), acusado de diversos crimes que jogaram o seu nome no rol da #Corrupção.

De acordo com o portal do TSE, Bolsonaro recebeu o valor de R$ 200 mil da empresa JBS, investigada na operação Lava Jato, durante sua campanha para a Câmara dos Deputados no ano de 2014. Na mesma ocasião, Dilma Rousseff (PT) e seu vice, Michel Temer, se elegeram para a presidência. Dilma já perdeu o cargo no último ano e Michel, com o escândalo das gravações reveladas pelo sócio da empresa, Joesley, está sendo rechaçado a todo o momento por ter dado aval para que o empresário continuasse dando dinheiro a Cunha na cadeia para manter seu "silêncio".

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Bolsonaro, por sua vez, foi eleito na época com a maior quantidade de votos do seu estado, o Rio de Janeiro. Mesmo sendo conhecido por defender ideais bastante singulares e ter fama de homofóbico, o atual deputado ganhou 460 mil votos dos fluminenses.

Após a publicação de diversas notícias sobre o ocorrido, Bolsonaro defendeu-se em sua rede social. No vídeo gravado por ele, o valor de R$ 200 mil não foi usado por inteiro. De acordo com o Bolsonaro, metade pagou a propaganda eleitoral e o restante do dinheiro ele devolveu para a empresa como "doação do partido".

No site do TSE, porém, a informação que consta é de que o dinheiro todo foi para a conta do deputado federal e nenhum centavo retornou à origem.

Veja abaixo o vídeo de Jair Bolsonaro explicando sua versão dos fatos:

Doações escandalosas

No ano de 2014, a JBS deu para que políticos mais de R$ 360 milhões. Segundo Joesley, dono da empresa, todo o dinheiro movimentado na época era um pagamento de propina dado para os atuais governantes do país, como também o deputado Aécio Neves (PMDB). #Política