A lista de deputados que aprovaram o texto base da #reforma trabalhista, está disponível para consulta pública no site da Câmara dos Deputados, bem como em vários meios de comunicação.

O texto, que visa, dentre outras coisas, permitir o fracionamento das férias (passar a dividir as férias em três descansos de 10 dias e não mais em 30 dias seguidos), recebeu 296 votos favoráveis e 177 contrários.

O resultado da votação mostra que a Câmara já não fala a mesma língua, como na época do processo do impeachment de Dilma, onde somente a bancada da esquerda, votava contra projetos que poderiam prejudicar o trabalhador ou um grupo de minorias.

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Dentre os votos contrários, está #Tiririca, que apesar de muita gente criticá-lo, por esse ter uma segunda profissão fora do Congresso, que é palhaço e humorista, ele não faltou nenhuma vez durante o seu segundo mandado e não se absteve de votar em nenhuma votação, sempre decidindo-se pelo sim ou não. Em uma entrevista dada para um programa de TV, no ano passado, ele disse que vota de acordo com o que acha ser o certo para o povo e não com o partido.

Outro destaque de quem votou contra a reforma é o Irmão Lázaro, do PSC, conhecido no mundo artístico gospel, o Delegado Francischini, do Solidariedade e Geovania de Sá, do PSDB.

Já os que votaram a favor da reforma estão, dentre muitos outros, Jair Bolsonaro e seu filho e Paulo Maluf. Em uma entrevista dada à Folha, há alguns meses, #bolsonaro disse que, segundo os empresários do Brasil, é preciso escolher entre ter muitos direitos e poucos empregos ou ter poucos direitos e muitos empregos.

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O seu voto, aliás, foi criticado por muitos de seus seguidores.

Destaques da reforma trabalhista

O texto visa alterar mais de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), onde o trabalho temporário poderá aumentar o prazo máximo de 90 para 120 dias. Enquanto a pessoa está trabalhando temporariamente, não possui vínculo com a empresa, exceto em casos excepcionais e específicos.

Os empregadores também poderão criar suas próprias negociações com o trabalhador, não precisando seguir a lei. Atualmente, uma negociação com o trabalhador, só pode ocorrer se for benéfica para o trabalhador, se ele consentir ou se estiver prevista em norma ou convenção coletiva.

Mesmo com tantos retrocessos questionados pela população e que geraram um dia de greve geral no país, é provável que a reforma consiga ser aprovada pelos parlamentares e se torne lei, em breve.