Conforme anunciou em novembro de 2016, ao Antagonista, o deputado federal, Jair Bolsonaro, não quer se candidatar à presidência pelo PSC (Partido Social Cristão). Como nenhuma outra sigla o aceitou, até o momento, para a disputa presidencial, ele estaria negociando sua ida para um novo partido, o Muda Brasil, que ainda será criado.

Dentre outros nomes, quem está por trás da criação do partido é Valdemar Costa Neto, que em 2012, foi condenado a sete anos e dez meses de prisão, no Mensalão. Em 2016, o STF extinguiu a pena de Costa. No mês passado, o ministro Fachin pediu que o mesmo fosse investigado, sob a acusação de receber propinas.

Publicidade
Publicidade

A informação foi dada, em primeira mão, pela Folha de S.Paulo, e logo repercutiu no Zero Hora e dezenas de outros meios de comunicação. O pedido de criação do partido, deve ser protocolado, junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nos próximos dias.

Um novo partido

Essa semana, o CCJ da Câmara aprovou um projeto que visa diminuir o número de partidos no Brasil, que hoje totalizam 35. Caso o Muda Brasil seja criado, #bolsonaro, segundo a Folha, deve levar com ele os seus três filhos, todos políticos. Caso a criação não seja aceita, o deputado deverá acelerar negociações para conseguir que outra sigla o lance candidato à presidência.

O processo de criação, entretanto, ainda que não possua objeções, não é tão simples. Dividido em quatro burocráticas etapas, o processo pode demorar, pelo menos, dois anos, conforme determinação legal estipulada pela justiça eleitoral brasileira.

Publicidade

Cenário político para 2018

Apesar de pesquisas formais e informais, o cenário político de 2018, ainda é indefinido. Se por um lado todas as pesquisas, de diferentes órgãos, apontam Lula em primeiro lugar, por outro, não há garantias de que o petista possa se candidatar, uma vez que corre o risco de ser condenado em algumas ações penais.

A indefinição prevalece quando o assunto são seus possíveis adversários. Aécio, que teve mais de 50 milhões de votos na última eleição presidencial, perdeu espaço para Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e João Doria, prefeito de São Paulo, ambos do PSDB. Geraldo, apesar de desejar o cargo, já demonstrou seu apoio para Doria, caso venha a se candidatar, pois o tucano tem crescido em popularidade.

Ciro Gomes tenta ser uma alternativa para os eleitores de Lula, e Marina Silva deve prosseguir com seu discurso em defesa da sustentabilidade. Temer garante que não quer mais disputar eleições, mas existe o risco de José Serra migrar para o PMDB, para uma eventual disputa.

Candidatos dos partidos ‘nanicos’, ainda não foram definidos, mas não devem mudar muito, em relação ao último embate presidencial. A decisão e principais confrontos, devem ficar com os partidos grandes, como PSDB, PMDB e PT, seguido pela REDE de Marina e o PSD, de Ciro. #Eleições 2018 #Jair Bolsonaro