Independente da ideologia política de cada membro da sociedade, agora a notícia é realmente oficial, sendo que o Ministério da #Saúde brasileiro disse que é verdade a negociação por parte do governo do Brasil com as autoridades de Havana, para que o programa, que foi batizado como “Mais Médicos”, interrompido em abril último por #Cuba, retorne definitivamente a atender os pacientes em todo o território nacional com o máximo de rapidez possível. O tema tem recebido a atenção de técnicos designados dos ministérios ligados de ambas as nações e também pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).

Partiu do governo de Cuba a opção pela interrupção de continuar enviando profissionais médicos ao Brasil em função da Justiça brasileira homologar a residência definitiva no país dos médicos formados na ilha de Fidel Castro. Em meses mais recentes, o número de pareceres legais à permanência dos médicos chegou a 89 decisões.

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Waldir Cardoso, médico com especialização em cardiologia e também presidente da FMB (Federação Médica Brasileira), ao conceder entrevista para a agência internacional de notícias russa, Sputnik Brasil, falou que o programa idealizado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, teve êxito parcial, quando, por exemplo, prestou assistência aos moradores de regiões isoladas, os quais necessitam e muito de amparo médico. Por outro lado, Waldir sinaliza que o programa em questão não é a solução para os entraves na área de saúde do Brasil e acaba criando outros problemas.

Cardoso diz que algumas deficiências dos profissionais cubanos são que eles não se formam em algumas especialidades específicas e ainda ficam apartados de ter que revalidar os seus diplomas com a comprovação dos reais conhecimentos adquiridos, o que é algo rotineiro em muitas partes do mundo.

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No Brasil, a avaliação é feita pelo programa Revalida. O presidente da FMB revela que esse tipo de isenção acaba gerando um pouco de ciúme por parte dos outros médicos de nacionalidade brasileira.

Waldir Cardoso disse ter certeza de que o Brasil não precisa de nenhum médico do exterior para preencher as lacunas na assistência da população, uma vez que com os mais de 20 mil médicos recém-formados anualmente no país e a elevação numérica dos centros universitários de Medicina, (total de 279 em todo o Brasil), poderia se acabar de uma vez por todas com a alta demanda existente.

O Ministério da Saúde, por sua vez, já assegurou que firmou acordo com as instituições médicas, no que diz respeito que as próximas vagas de emprego para médicos serão ofertadas para formados brasileiros, registrados nos Conselhos de Medicina.

Cardoso explicou também que os médicos mais jovens brasileiros irão querer clinicar em cidades do interior do Brasil, contornando-se as eventuais desistências, desde que se discuta com cuidado não só a questão salarial, mas também qual será o vínculo empregatício estabelecido entre médicos e os hospitais da rede pública da localidade. #Michel Temer