Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, um dos 39 alvos de inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre envolvimento na Lava Jato, afirmou que crimes anteriores ao mandato não serão motivos para processos no Conselho de Ética que poderiam culminar com a cassação do mandato.

Segundo afirmação do presidente que responde a inquérito, essa é a "jurisprudência" que será tomada por ele no colegiado. Maia argumentou que a cassação de Eduardo Cunha se deu porque ele mentiu durante uma CPI enquanto estava na execução do mandato.

O entendimento de Rodrigo Maia é o mesmo de boa parte dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara.

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Segundo o Estadão, dos 21 membros do Conselho, 12 afirmaram que apenas as delações não são fortes suficientes para a abertura de um processo. Apenas provas de crimes exercidos durante o mandato seriam razão para um início de processo de cassação, como ocorreu com Eduardo Cunha.

Essa decisão de Maia é uma espécie de salvo conduto para os deputados investigados pela Lava Jato, pois a grande maioria dos crimes envolvendo os deputados citados nas delações e alvos dos inquéritos são anteriores a 2015, quando se iniciou essa legislatura na Câmara. #Dentro da política