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O presidente Michel Temer já declarou que não pretende renunciar ao posto mais alto do comando do Brasil, apesar das mais recentes denúncias feitas contra ele, indignando os cidadãos brasileiros. Conta como sua defesa que a perícia pode confirmar que houve manipulação no áudio divulgado por Joesley Batista, um dos principais executivos da empresa JBS.

A principal acusação que consta nesse áudio é o fato de que Temer teria dado aval para pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente preso, em troca de seu silêncio na questão das delações premiadas. Se for comprovado, o presidente poderá ser investigado por crime de responsabilidade, que geraria um processo de impeachment, cujo julgamento seria feito pelo Senado, ou por crime comum, cuja competência é do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Os crimes de responsabilidade, no caso, são relativos às transgressões político-administrativas que teriam sido feitas por Michel Temer, que infringem as normas da Constituição. Em vista disso, o pedido de impeachment procede. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já está em vias de decisão de apresentá-lo.

Na reunião do Conselho Geral da OAB, o único Estado que votou contra o pedido de impeachment foi o do Amapá. Mais oito pedidos de impeachment já foram registrados pela oposição. Mesmos os virtuais aliados já admitem a caída de Temer e muitos estão evitando dar declarações à imprensa.

Relativo aos crimes comuns, o julgamento caberá ao Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do poder judiciário brasileiro.

O mandato de Temer está a pouco mais de um ano e meio para seu término, sendo assim, eleições indiretas poderão ocorrer.

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Veja o que diz a Constituição brasileira:

Art. 81 da Constituição

"Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

  • Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei."

De acordo com a linha sucessória, quem assumiria a Presidência da República seria Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados. #Rodrigo Maia nasceu no Chile, mas pelo fato de ter sido registrado na Embaixada Brasileira deste país, é considerado brasileiro nato e judicialmente pode assumir tanto o cargo como presidente em mandato-tampão.

Em seguida na linha sucessória está o presidente do Senado, #Eunício Oliveira, seria o contemplado ao cargo. Lembrando que ambos os parlamentares estão citados na Lava-Jato. A terceira na linha é a presidente do STF, Cármen Lúcia.

As eleições diretas, a solução preferida pedida nos protestos populares em várias manifestações no Brasil, só poderiam acontecer mediante um pedido de emenda constitucional. #Presidente Michel Temer