O procurador da República e coordenador-geral da força tarefa de investigação da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, se manifestou sobre a grave crise política que se abateu sobre o país desde esta quarta-feira (17), em relação ao suposto envolvimento do presidente da República, #Michel Temer. Temer foi delatado pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, controladora da Friboi. Segundo conteúdo divulgado do acordo de colaboração premiada do empresário, o presidente Michel Temer, deu um aval para que fosse "comprado" o silêncio do ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. As implicações contra o presidente da República, podem se confirmar a partir da divulgação de trechos de áudio com potencial de incriminar Temer, além de colocar o seu mandato em risco.

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Vale ressaltar que o ministro-relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, autorizou nesta quinta-feira (18), que seja aberto inquérito contra o mandatário do país. O acordo de colaboração premiada firmado junto ao empresário Joesley Batista, também foi homologado no STF, pelo magistrado.

Procurador da Lava Jato se manifesta sobre o caso

O procurador Deltan Dallagnol, integrante da força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, se manifestou sobre a mais recente crise política que tomou contra do país desde ontem. Ele sugeriu, através de sua conta na rede social do Facebook, que "a melhor coisa que a sociedade brasileira, além de protestos, será demonstrar a indignação nas urnas, colocando no Congresso Nacional em 2018, pessoas que estejam comprometidas com as transformações" , ressaltou o coordenador-geral da #Lava Jato.

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Ele foi enfático ao afirmar ainda que a reforma prioritária para o Brasil, é a reforma da "Anticorrupção", disse. O procurador Deltan Dallagnol, de modo contundente, assegurou ainda que "ninguém no país aguenta mais toda essa podridão e que se o Congresso não realizar as reformas necessárias contra a #Corrupção, será considerada uma confissão de incompetência e merecerá a vergonha dos crimes que o cobrem, entretanto, com honrosas exceções em relação daqueles que lutam por mudanças", relatou nas redes sociais, de modo categórico, o procurador da Lava-Jato. Deltan desabafou sobre a grave situação desencadeada que paira sobre o governo e a classe política do país, ao declarar que "não roubarão nosso país de nós, pois, lutaremos até o fim", expressou o coordenador-geral da força-tarefa da Operação Lava Jato.